Olá corações!
Pois é, hoje é o dia do rant~
Se você não sabe o que é rant, me deixe lhe esclarecer.
'Rant' basicamente significa 'dar a sua opinião de modo agressivo' ou é isso que sempre me pareceu em minhas aventuras no Tumblr e é por causa dele mesmo que vou dar esse chilique.
Vamos ao pitaco:
De uns tempos para cá, vivemos uma onda muito positiva de ativismo em relação a liberdade de expressão. A liberdade de expressão é algo maravilhoso em muitos aspectos. Sem ela, eu não conseguiria estar aqui, divagando nesse blog hoje, só para começar. Ter a chance de dar novas ideias, fazer críticas e discutir soluções variadas para um mesmo problema, tudo isso sem receber nenhum tipo de punição, é a essência da coisa.
O recente atentado no jornal Charlie Hebdo, chamou a atenção do mundo para a importância da causa. A importância de se permitir que qualquer coisa seja dita, desenhada, rabiscada, apontada. Qualquer crítica seja feita.
Estou definitivamente de acordo que críticas à ideais devam ser feitas. Ideais políticos ou ideais religiosos devem ser discutidos e devem ser mostrados.
Por outro lado, e as críticas a pessoas? Quando cabe uma crítica individual? Quando é que a liberdade de expressão dá o direito das pessoas se esconderem em uma imagem genérica de anônimo para postar o que quiserem sobre outras pessoas e derrubar sua auto-estima até que se suicidem?
Defensores da liberdade de expressão irrestrita, dizem que mesmo nesses casos, não deve existir restrição. Que se alguém se sente ofendido com certa coisa, o problema é dele e que deve ignorar ou que deve rebater.
Queremos mesmo viver num mundo onde temos que ficar rebatendo críticas de gente que sequer conhecemos? Queremos mesmo viver num mundo onde tenhamos que justificar nossas ações? Nosso manequim? Nosso estilo de música favorito? Se queremos beijar homens ou mulheres ou ninguém? Se preferimos rosa ou azul?
Quando a liberdade de expressão chega desse lado, não a acho mais tão atraente. Por outro lado, isso não é um problema da ideia em sua essência, mas do que as pessoas fazem com ela. Ora, facas foram feitas para cortar alimentos e coisas, mas existem aqueles que insistirão em usá-las para machucar pessoas. Como mudar isso, então?
Partindo de alguns pontos:
- Quem são as pessoas que eu tenho direito de criticar?
- Quem pode me criticar?
- Geralmente, membros próximos da minha família ou amigos, que saibam como falar comigo sem me machucar. Pessoas que verdadeiramente queiram o meu bem e não que só resolvam falar pelo que incomoda a elas.
- Quando a política do 'falo mesmo' se aplica?
- Apenas em casos onde a atitude da outra pessoa realmente é prejudicial de alguma forma para você, para seu ambiente familiar ou de trabalho. Um bom exemplo disso, são fofocas que raramente trazem algo de bom. Se alguém está lhe fofocando informações infames sobre outras pessoas, dê um toque. Evite as conversas. Se necessário, evite a pessoa em si. O hábito ruim desaparece se não há ninguém para compartilhá-lo.
- Quando a política do 'não conheço, mas quero ajudar' se aplica?
- Novamente, em casos em que a pessoa pode se prejudicar ou prejudicar outras pessoas ao redor. E por prejudicar,coisas como hábitos alimentares, fumo, bebida, vida amorosa ou sexual, fazer tatuagens, vestimentas diferentes ou loucuras capilares, não são nada que lhe digam respeito a menos que você tenha intimidade para falar sobre. Se não tiver, não dê pitacos, mesmo que lhe perguntem.
São pequenos modos de preservar a sua, a minha e a nossa liberdade de expressão. Evitando fazer uso dela em momentos inapropriados. A liberdade individual para mim, tem soberania sobre a liberdade de expressão.
Liberdade individual, deixo aqui configurada como: "qualquer atividade feita por indivíduo que já tenha idade o suficiente para decidir o que é melhor ou pior para ele (dependendo da atividade e maturidade, não é necessário que a pessoa seja maior de idade. ex: uma criança de oito anos pode escolher, baseada no que já conhece, se prefere estudar inglês ou espanhol.) e que não cause mal a terceiros." Toda vez que falo que as pessoas tem o direito de fazer o que quiser, já vem gente me jogando necrófilos e pedófilos na cara.
Fato é: devemos fazer mais o que nos faz felizes e falar menos sobre os outros fazendo o que os deixa feliz.
Nany out!
Fato é: devemos fazer mais o que nos faz felizes e falar menos sobre os outros fazendo o que os deixa feliz.
Nany out!


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