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domingo, 18 de outubro de 2015

Presentes! - Amor de bolso




Olá corações!

Quem não gosta de presentes, não é?

Pensando nisso é que a mamãe aqui resolveu disponibilizar, totalmente 'de grátis', o e-book de poesia 'Amor de bolso'.

Essa coletânea para mim é muito querida já que eu escrevi tudo que há nela durante a minha adolescência, em tempos que eu preferia poetizar do que fazer cálculos matemáticos. Hoje já sou um pouco mais carinhosa com os números, mas agradeço ter tido a chance de escrever cada uma dessas poesias. Elas traduziam muito do que eu tinha na minha mente e no meu coração sobre amores ideais, sobre amores que atraíam meus olhos. Eram pequenas confissões de alguém que estava desesperada por amar em toda a sua glória e que queria sentir isso em sua plenitude. Nas dores, nas alegrias, nas saudades, nas intensidades.

Espero que gostem dele tanto quanto gostei de escrevê-lo!

Clique na imagem que é um link direto!

Nany out!


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sábado, 10 de outubro de 2015

Plantão Metade: Novidades à vista!


Olá corações!

Últimos dias tem sido corridos. Eu literalmente perdi a noção dos dias da semana. Ontem quando meu marido disse que era sexta, eu quase tomei um tombo da cadeira!

Mas enfim... Andei pensando em algumas novas categorias para adicionar ao blog. Atualmente, temos 'Gordice do Dia', 'Dia do Pitaco' e 'Dia sustentável'. A princípio, eu havia pensado em usar os dias da semana até perceber que eu não tinha pique para postar todo dia. Por isso, postarei quando eu sentir o clima para isso. Porém, já posso adiantar que farei vários tipos de posts diferentes. Não quero manter vocês num único tipo de postagem. Variedade é bom e todos gostamos.

E quais são essas novidades?


A primeira e mais importante nota que farei aqui, é sobre desativar o blog exclusivo de Domnall September. Acredito ser mais fácil manter somente esse blog e postar todas as notícias referentes aos livros, lançamentos, aventuras no mundo da moda e tudo o mais, aqui. Vou transferir todos os posts que considerar relevantes.

Segunda nota, eu estrearei alguns posts diferentes como:

- Teste Beta: Comprarei produtos e serviços diversos, provarei e direi o que achei. Aceito sugestões de produtos. Dependendo do caso, posso gravar alguns vídeos para mostrar o uso. O primeiro post dessa série está aqui.

- A primeira vez: Vou assistir a uma série/programa/filme/vídeo qualquer pela primeira vez e blogarei ao vivo durante o episódio, ou seja, farei meus comentários enquanto assisto e postarei capturas de tela, vendo se vale a pena continuar assistindo-a ou não. Em se tratando de séries, será o review do primeiro episódio. Em se tratando de filmes, será sobre os primeiros 15 minutos. Em se tratando de vídeos - seja de vloggers, seja de cantores - verei o vídeo com mais views.

- E agora, José?: Darei algumas dicas e soluções para problemas do dia-a-dia, sobretudo que acontecerem comigo. O primeiro post dessa série já está aqui.

- Inspira e pira: Darei algumas ideias de coisas que possam inspirá-los ou postarei alguns momentos meus de inspiração e seus respectivos resultados. O primeiro post já pode ser encontrado aqui.

Nany out!


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Inspira e pira - Bloody Mary


Olá corações!

Esse post esteve originalmente no blog oficial de Domnall September, mas agora veio fazer morada aqui.

A inspiração foi esse vídeo divoso feito por um fã da Lady Gaga,  Ruben Cortez. Confira o vídeo:



- Foi você, Mary. Só você estava naquele momento. Eram somente você e aquele punhal. Mesmo o punhal deve ter chorado de estar nas tuas mãos imundas e ter sido usado para teus fins pouco dignos da piedade de Deus. Você sabe o que acontece com assassinos pela Lei do Senhor, Mary?

A mulher manteve-se em silêncio, diante do carcereiro que zombava de sua prisão. Em tempos passados, este fora um de seus melhores soldados. O mais leal, mais honrado. Aquele que a protegera quando resolviam atirar suas flechas querendo alcançá-la. Aquele que elevara a voz quando as primeiras acusações vieram, mas naquele momento, nem mesmo ele acreditava nela.

- Não importa o que eu diga, você já me condenou, assim como o povo. Minha atitude mais sábia é calar-me e esperar que minha execução chegue. - Disse olhando para o lado contrário, vazia de vontade. Vazia de sentimento.

- Covarde! - Foi o grito que ouvira do carcereiro. - Nem mesmo ousará defender-se da minha acusação? Lady Mary... Não vai dizer a verdade, nem ao menos para mim? - O tom dele parecia diferente conforme ele ajoelhara-se ao lado da porta da cela, esperando que sua Rainha, aquela que sempre lhe fora o símbolo da pureza e retidão, se defendesse daquilo que a chamaram. - Me diga que não é verdade, Lady Mary. Me diga que eles mentiram e eu a ajudarei a escapar.

Por alguns instantes, a mulher de cabelos negros ponderou. Estava pronta para morrer. Seu povo não mais confiava nela e ela não se via fazendo qualquer outra coisa senão comandando seu amado reino. Aliás, seu reino adorado, agora estava nas mãos de alguma de suas três irmãs. Três mulheres que em nada lembravam uma Rainha. Uma sonhadora, a quem eram mais importantes os desejos de liberdade e as fugas para as colinas vazias do que seu povo. Uma aspirante à bruxarias, que vivia nas saias de John Dee e outros feiticeiros que se diziam Astrólogos. Uma luxuriosa, a quem todo e qualquer homem interessava. E quanto Mary rezou para que esses desejos imundos de sua irmã fossem só restritos aos homens.

- Charles... Eu não matei o meu marido. Eu não o amava, mas o respeitava. Respeitava o suficiente para ser esposa dele de verdade. Naquela hora... Ele levou o punhal ao coração e eu, desesperada, pulei nele para arrancar de seu peito, esperando salvá-lo da morte. Foi nessa hora que os criados entraram com os guardas, esperando apaziguar nossa briga e... - As últimas falas de Mary viraram sussurros sem sentido e pouco audíveis. Estavam sendo escondidas por suas lágrimas pesadas e constantes.

Ao ouvir tais palavras, o carcereiro sabia  o que devia ser feito.

- À meia noite, meu turno será trocado. Antes disso, eu passarei aqui e a libertarei para que fuja, Lady Mary. Mesmo que isso me custe a vida.

A Rainha deposta acenou positivamente com a cabeça e esperou pacientemente pelo momento, rezando seu terço, enquanto olhava para a janela. A Lua estava coberta por nuvens pesadas que a cada momento levavam mais e mais seu brilho, deixando a terra do reino envolta em sombras. Sombras perfeitas para uma fuga.

- Lady Mary, está na hora! - Disse o carcereiro abrindo a porta da cela. Um sorriso de felicidade se abriu nos lábios dela ao vê-lo. Ele disfarçou-a dentro de um saco de batatas e foi carregando-a pelos corredores.

- Brennan! O que é isso que carregas? - Perguntou o soldado que o renderia.

- O mercador de batatas perdeu uma aposta contra mim e o pagamento são duas sacas de batatas holandesas. - Charles riu para o amigo. Claro que estava rindo. Estava salvando não só o futuro do reino em que vivia, mas a dama que o inspirou a continuar vivendo nele, a Rainha Mary, que em sua virtude, só podia ser mesmo, nomeada tal qual a virgem mãe de Jesus. -  Mas eu não consigo carregar dois de uma vez. Levo um para casa hoje e o outro, levarei amanhã.

- Ahhh, então está bem. Me dê algumas batatas se elas sobrarem em tua casa, avarento miserável! - Respondeu o outro, também aos risos. A aposta era verdadeira, já que de fato, havia um outro saco de batatas esperando para ser levado embora, no quartinho em que os soldados deviam se arrumar.

Charles acenou positivamente com a cabeça e saiu das vistas de sua rendição. Caminhou com a Rainha ensacada por quase um quilômetro, até chegar finalmente numa área perto da floresta. Lá, a colocou no chão e abriu o saco. Ela o abraçou, emocionada com seu esforço.

- Deus há de tornar-te habitante de seu Reino por essa ação de bondade, Charles.

- Nada que um fiel seguidor de Lady Mary não devesse fazer. Agora, leve essa faca, esse cantil e esse punhado de moedas de ouro. Deve ser o suficiente para que consiga chegar até a próxima cidade. Lá, procure por Irvine. Ele sabe de meu plano e a levará para o reino vizinho. Tenho certeza que encontrará hospitalidade lá.

Ela apanhou aquilo que lhe fora ofertado e beijou a mão do soldado em agradecimento. Ele assentiu e rumou para a própria casa. Mary caminhou para dentro da floresta e assim que chegou numa clareira, ajoelhou-se diante de um tronco, aproveitando-o como um altar. Enrolou seu terço de esmeralda nas mãos e começou sua oração:

- Perdão, Meu Pai, por ter mentido. Mas sei que sua grande Glória, compreende que pessoas inferiores existem para serem usadas como instrumentos de minha magnitude. Rainha, eu fui por Tua Graça e Rainha deverei retornar a ser, protegida por Tua Glória. Se é meu destino mandar outros impuros para a sepultura, assim como enviei o porco que eu tive como marido, enviarei com prazer. Amém.

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Dia do pitaco - Dilma, estocando vento e mais uma vez a chacota.



Olá corações...

Hoje é dia de descer a lenha! Sim, de novo, porque é o que eu mais faço nesse blog mesmo.


Tivemos nesses últimos tempos, uma onda maçante de memes envolvendo a presidente. Envolvendo seus erros em discursos, principalmente. Incluindo, pessoas rompendo com ela publicamente para aparecer. (Jeferson Monteiro, estou olhando para você agora.). A verdade é que não importa o que a Dilma diga, as pessoas vão tentar fazer graça. Se ela esquecer uma vírgula sequer, vão tirar sarro dela. As pessoas simplesmente não gostam de política pra começo de conversa e quando um governo vai mal, o povo tende a ser ainda mais crítico, porém com indivíduos pontuados, ao invés do sistema implantado. Crítico com a aparência ao invés de suas promessas quebradas. Críticos com seus gostos pessoais ao invés de suas escolhas políticas.

Eu nunca vi, em toda a minha vida, nenhum governo ser tão pichado quanto o dessa mulher e muitas vezes, me assusta a possibilidade de estar sendo pichado desse jeito SOMENTE porque ela é mulher. Vi pessoas no meu facebook dizendo ser difícil defender mulheres na política por causa das peripécias da Dilma. Ora, claro, afinal, Dilma Rousseff é a única mulher na política desde que começou a república, certo? ERRADO.

As mulheres que tem um desempenho político positivo, raramente são lembradas em qualquer instância. Nenhum projeto de lei interessante criado por mulheres - e aprovado - são exaltados, porém, quando uma mulher pisa no tomate, as pedras vem maiores e são atiradas com mais força. Comentários bonitos sobre 'como ela devia estar na cozinha e não no planalto' são os primeiros a aflorar. Mas e quanto aos homens que fazem peripécias semelhantes - ou piores - e tem histórico de corrupção?

Continuam sendo eleitos normalmente, sem piadas sobre sua conduta. Ao contrário... O discurso aí é 'rouba, mas faz'. Não me interessa se esse texto soa como defesa para a Dilma e suas pedaladas fiscais. O pior cego é aquele que não quer ver. Já me cansou ver pessoas defendendo outros bandidos com unhas e dentes, e pichando-a e só ela, como causa do Apocalipse político que vivenciamos. Me enervo como a sociedade sofre da síndrome do 'dois pesos, duas medidas'. Pilantras tem que ser pichados igualmente em sua pilantragem e nada mais.

No momento, no Brasil, quase todos os políticos podem ser considerados corruptos. Não necessariamente por enfiar dinheiro na cueca - ou calcinha - mas por se beneficiarem de um sistema que tornou isso profissão. Pessoas que passam 20, 30 anos ininterruptos com mandatos, pulando de um cargo para outro, mas sem nunca largar a teta do governo. Sem nunca abrir mão de suas passagens para viajar o Brasil e o mundo, sem nunca rejeitar benefícios extras como auxílio terno e aluguel de veículos (mesmo na cidade em que residem). Sem nunca parar um segundo para considerar de onde vem aquele dinheiro e porque o estão recebendo. Cansa mesmo a minha beleza ter que explicar 1400 vezes por semana que a Dilma é uma má política, mas não é a única, nem será a última. Além de, não ter todas as decisões em suas mãos. Um presidente é feito do apoio político e se você não tem aliados que votem a favor de qualquer modificação, você não tem nada.

Impeachment talvez seja uma solução pra Dilma. Para a Dilma como pessoa. Uma solução para livrá-la da pressão das críticas e para lhe dar mais tempo para cuidar de sua saúde, talvez mais tempo para que ela repense suas atitudes durante a presidência. Porém, para o Brasil? É trocar seis por meia dúzia. Todos na linha de sucessão são ou já foram investigados em esquemas de corrupção e mesmo se absolvidos, já são riscados da minha lista pessoal de candidatos elegíveis. Veremos o PT 'perdendo' a chance de roubar, para dar chance para os ladrões de sempre, no gênero de sempre.

Meus conselhos para o momento:

- #1: Independente do Impeachment acontecer ou não, uma coisa precisa ser feita e com força: Fiscalize. Não espere o ministério público, não espere o tribunal de contas perceber sozinho, não espere um flagrante que pode nunca acontecer. As notas fiscais, ao menos de deputados e vereadores estão disponíveis para serem consultadas e não, você não precisa fazer isso com todos eles. Faça só com os que você votou. As pessoas que você considerou serem dignas da sua confiança para lhe representarem. Guarde seus santinhos e descubra se suas promessas de campanha, seus projetos de lei, foram sequer apresentados.

- #2: Aprenda! Não precisa recorrer a livros técnicos e chatos se não quiser. Muita informação útil pode ser encontrada na internet em vídeo e alguns são bastante educativos e animados, como esse aqui feito pela Superinteressante. (Não, não ganhei nenhum real por divulgar esse vídeo, e nem divulgaria nada desse tipo por dinheiro. Até porque, isso não me faria nada diferente do que combato.)

Com vocês o vídeo em questão:



- #3: Preste atenção em suas próprias atitudes. A corrupção não começou com os políticos, começou com pessoas normais que achavam uma boa se dar bem passando por cima dos outros, enganando-os, ocultando verdades, disparando mentiras. Nada sólido se constrói de atitudes prejudiciais aos outros. O jeito malandro só piora conforme você o cultiva e dependendo de seu ponto na vida, colar na prova e roubar um milhão dos impostos pagos pelos contribuintes será o mesmo, desde que ninguém descubra.

Nany out!



PS: A título de curiosidade... 'Estocar vento', embora tenha sido dito de uma maneira completamente informal, é possível. Cientistas da Noruega estão trabalhando nisso agora mesmo. Apesar de não ser um site científico, uma introdução ao estudo, está aqui.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dia do pitaco - Negar a realidade e suas consequências





Olá corações, adivinha que dia é hoje?

SIIIIIM! Dia da pitacada!

Como vocês já devem saber eu tenho a língua solta - e os dedos também - por isso, cá estou.

Recentemente, eu reparei que estamos passando por uma mania muito séria no Brasil. As pessoas acham que negando a existência de certas coisas, pessoas ou ideologias elas vão desaparecer.

Um bom exemplo atual é a aprovação do 'Estatuto da Família'. O texto da lei diz que só será reconhecido como 'família' o que se originar da união entre homens e mulheres.

É um caso clássico de negar a realidade.

Nomear como família, somente uma porcentagem x da sociedade, não fará as famílias que são formadas de forma diferente pararem de existir, nem pararem de ser criadas.


  • Um irmão que cria os mais novos depois que os pais morrem É uma família, quer você ache bonito ou não.
  • Uma avó que cria o neto ou neta porque a mãe abandonou É uma família, quer você queira ou não.
  • Um casal de lésbicas que cria o filho de uma delas É uma família. Tal qual um casal de gays que cria o filho de um deles.

Uma lei não é o suficiente para legitimar o que deve ou não ser chamado de família, sobretudo numa sociedade cheia de nuances como a nossa. Esse é o tipo de coisa que deve ser estudado caso a caso, conhecendo todos os ângulos da questão e seus respectivos envolvidos. Criar uma lei dessas é criar um entrave jurídico que vai causar muitas dores de cabeça no futuro, levando famílias não-convencionais a entrar com processos na justiça em questões de partilhas de bens para membros de sua convivência que supostamente não podem ser considerados 'família'. Dores de cabeça que poderiam facilmente ser evitadas pela não existência da lei.

Nós temos como outro excelente exemplo o caso do ator global Stênio Garcia e sua esposa, Marilene Saade. Depois de ter suas fotos íntimas vazadas, a mulher, que também é atriz, comentou:

"É um crime bárbaro. Fomos surpreendidos por isso. Eu vou acabar com essa internet e com tudo isso. Vou mover céus e terra contra quem houver, quero criar uma lei"

A fala dela mostra o quanto alguns famosos acham-se acima na cadeia social. Famosos acham estar acima das leis e acima das ameaças que eu, você e todos os outros são obrigados a tomar cuidado todos os dias. Mas não eles. Ao invés de tomar cuidado com as peripécias que fazem, querem cobrar atitudes do Estado, querem censurar a internet, querem fazer lei. Querem punir outras pessoas por sua falta de cuidado.

Não quero dizer com isso que os hackers não devam ser caçados e condenados. Invadir os arquivos privados de uma pessoa - inclusive as que não são famosas, Senhora Saade - é um crime que tem que ser levado a sério. Pessoas acabam se suicidando pela repercussão de acontecimentos desse tipo. Porém, a culpa não é da internet. A culpa não é da existência de uma rede mundial de computadores que nos traz imensos benefícios como a educação a distância, a conexão social, a união de pessoas por uma causa nobre, sem que elas sequer tenham se visto ao vivo. O comércio virtual é um excelente marco até hoje e estou bem certa que parte da renda dela e de seu marido, se origina de pessoas que compram os DVDs de suas novelas, filmes e séries justamente pela internet.

Censurar a internet não vai fazer pessoas que querem ver famosos pelados pararem de existir. Eles continuarão existindo e continuarão dando seu jeito de ver e compartilhar. Negar a realidade de que existem pessoas com habilidade o bastante para invadir seu celular porque você é um ator ou atriz famoso é tão inteligente quanto sair de biquíni na Sibéria, durante o pleno inverno e achar que não sentirá frio. Simplesmente não acontece.

Não leve opiniões para a sua vida como se fossem fatos, porém não descarte fatos como se fossem opiniões. Ambos são prejudiciais, ambos te darão uma baita dor de cabeça.

Nany out!



Bonus:


Quando fui buscar pela frase de dona Marilene no Google, isso aqui foi o que recebi de pesquisas relacionadas:


Stênio provando procês que está vivin da Silva. Tão vivo que tira nudes, ok?

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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Meu próprio quebra-cabeça: Elliot e eu





Olá corações!

Esse post pode ficar bem, bem longo, já aviso. Posso ou não, já ter comentado que meu filho mais velho, Elliot, é autista. Eu sempre acabo dizendo isso para as pessoas. Não porque quero que elas tenham pena de mim ou dele. Digo isso sobre ele porque é parte de quem ele é. O autismo, não é nem de longe a única parte dele, entretanto, ainda que influencie enormemente na percepção que ele tem do mundo e de si mesmo.

Eu relutei muito em fazer esse artigo. Para falar a verdade, pensei que essa não seria uma boa ideia para se falar aqui. Por outro lado, eu também pensei... Eu não sou a única mãe de autista. Mais que isso... Eu já estou vivendo essa luta há anos enquanto algumas pessoas começaram agora. Pessoas que podem estar perdidas. Pessoas que podem estar sentindo o mesmo que eu senti quando tudo começou.




Gravidez


Em meados de 2006, eu e o mori morávamos com a minha sogra, Maria Aparecida(a chamarei de 'Maria', pra facilitar). As circunstâncias que levaram a isso foram muitas e enumerá-las daria trabalho. Nessa época, meu marido tinha perdido o emprego e eu tinha abandonado o meu - já que eu quase pagava para trabalhar - sendo assim, nós basicamente vivíamos com o salário da minha sogra e com a ajuda que minha mãe nos dava. Foi bem frustrante no início porque ficamos completamente perdidos.

Por volta do meu aniversário, eu comecei a passar e não sabia o que tinha. Eu sentia muitos enjoos, tonturas e dores por todos os lados. Mesmo ir até a padaria era um tremendo esforço para mim. Quase no fim do mês, resolvi ir até o médico. A doutora mal me examinou pra ser honesta. Não pensem que foi de má vontade. Na verdade, já devia estar acostumada com mulheres da minha idade, reclamando de enjoos que não se lembravam da última menstruação que tiveram. Ela me passou o teste e voltei alguns dias depois para pegar. 'Positivo para gonadotrofina coriônica' era o que dizia lá.

Pois é... 19 anos, gravidinha da silva. Não tenho nenhuma foto legal para mostrar daquela época. A maioria foi tirada em câmeras analógicas e não digitais. Daí, fico devendo.

A gravidez decorreu relativamente bem, exceto pelo fato de eu continuar com os mesmos sintomas. Na verdade, durante os primeiros meses, nada parava no meu estômago. Qualquer cheiro me enjoava e eu tinha que escovar os dentes sem pasta, já que o cheiro dela literalmente me fazia vomitar. Foi uma época em que eu não comia peixe, nem hambúrguer de jeito algum. Cheguei a ir algumas vezes para o hospital por causa de dores estomacais, inclusive. Uma velha inimiga voltou a ativa nessa época - minha úlcera. Agradeço muito a paciência dos meus pais de me levarem ao médico, em plena madrugada por causa da dor. No último mês, Elliot me deu uma trégua e eu comecei a passar uns tempos melhores, tanto das dores, quanto dos enjoos e das tonturas.



Parto


No decorrer da gravidez, meu marido conseguiu um novo emprego, muito melhor do que o último em questão financeira, ainda que lhe deixasse mais cansado. Ele folgava dia sim, dia não e eu rezei sempre para que no dia em que o parto fosse começar, ele estivesse em casa, porque se eu estivesse sozinha, iria surtar.

Eis que durante a quinta-feira, dia 3 de maio, estávamos eu, Mori e Maria na sala, assistindo alguns desenhos no Cartoon Network (Era Du, Dudu e Edu, se não me falha a memória) para passar tempo antes de dar um filme que pretendíamos ver num outro canal. Elliot não estava a fim de filme. Fui ao banheiro e percebi que estava sangrando.

Depois de uma curta conversa sobre o que fazer fui andando junto com eles para o Hospital Guilherme Álvaro, chegando lá fui internada e passei a noite sozinha, sangrando, com dor e sem conseguir dormir por causa da chuva torrencial caindo. Contei os minutos até que o dia amanhecesse. Passei por inesquecíveis e dolorosos exames de toque e em certo momento, usaram o cone para escutar o coração dele. No dia seguinte, depois de passear pelo hospital o suficiente, fui levada para a sala de espera de parto. E como toda boa sala de espera, fiquei lá esperando. Nessa hora me injetaram o remédio para acelerar a dilatação e daí por diante durou só uma meia hora o sofrimento.

Os resultados do Elliot do Apgar foram excelentes, a nota máxima, se não me engano. Nasceu com 3.390kg e 50.5 cm, ou seja, era um bebezão.



Primeiros anos

Até a idade de dois anos, o Elliot se comportou como uma criança 'normal'(odeio esse termo, mas serve para o propósito da conversa). Tinha interesse em brinquedos, tentava se comunicar com fala. Foi uma época muito boa. O avô dele, meu pai, era completamente apaixonado por ele e fazia muitos planos para quando ele crescesse. Levá-lo para catar siri na praia - uma coisa que eu também tive o prazer de fazer - era o que ele mais falava. Elliot parecia corresponder a esses sentimentos perfeitamente, já que toda vez que meu pai chegava, ele largava tudo o que estivesse fazendo para falar com ele.

A última vez em que eu me lembro de vê-lo tendo atitudes corriqueiras para uma criança da idade dele foi durante seu batizado. Depois disso, ele mudou. Começou a desenvolver manias. A principal era rasgar sacolinhas de mercado e fazer um montinho com o que sobrava delas. Depois que eu fiquei grávida, notei que as manias se intensificaram. Todo mundo me dizia que o provável era que fosse ciúme do novo bebê. Acreditei nisso. Eu preferia acreditar nisso do que admitir que algo estava errado. Nenhuma mãe, acredito eu, sentiria-se a vontade com a ideia de que seu filho precioso pode estar doente, em especial quando é uma doença sobre a qual ela não sabe nada.

 Nesse período foi que ele começou a frequentar a escolinha - Casa da criança - e pela primeira vez alguém deu um parecer sobre os comportamentos dele não serem apenas ciúme ou fase. A doutora Patrícia me indicou levá-lo ao neurologista infantil. Ela usou a palavra 'autismo' naquela oportunidade, mas como a profissional que era, disse que era uma possibilidade. A única pessoa que podia dar um diagnóstico preciso era a neuro. Lembro que cheguei em casa chorando. Chorando muito. E pesquisar no Google não ajudou. Eu não sabia o que procurar e caí na Wikipédia que anunciou a teoria da 'Mãe Geladeira'. Nesse minuto, comecei efetivamente a me culpar pelo que estava acontecendo.

Na época, desfrutávamos do plano da Intermédica. A doutora Márcia Cascardi foi quem fez os exames devidos - para excluir outras possibilidades - e diagnosticou o Autismo. Ela logo receitou Risperidona para o tratamento. E também me encaminhou para o Centro de Valorização da Criança(CVC), onde outros tratamentos deviam ser feitos.

De um lado para o outro

Os dias de Casa da Criança do Elliot logo chegaram ao fim. As professoras de lá deixaram claro que não tinham estrutura para lidar com uma criança com necessidades especiais. Mas, como vocês bem sabem, as crianças devem frequentar a escola, então, eu fui na SEDUC de Santos, tentar resolver o caso. Transferiram o Elliot para o colégio Passos Sobrinho e ele deveria ter uma auxiliar para cuidar dele em sala de aula.

Nos primeiros meses, tudo foi lindo. A auxiliar era um amor. Extremamente prestativa e até mesmo nos ajudou com trâmites legais, nos transferindo para uma amiga advogada dela que nos atendeu gratuitamente para tentar pegar o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nesse período, eu consegui ajudar minha mãe com algumas coisas e mesmo planejei arranjar um emprego. Até que o Elliot começou a se mostrar mais agitado do que ela conseguia aguentar e ela faltava. Faltava três dias ou quatro numa semana. Ninguém me avisava nada. Era uma lástima acordar o Elliot, levá-lo para a escola e depois ouvir que eu deveria levá-lo embora, pois não havia ninguém para ficar com ele. Comecei a fazê-lo faltar de propósito e ouvi broncas da escola.

No segundo ano, trocaram a auxiliar - por uma com o mesmo nome - e eu pensei que as coisas iam melhorar. Essa, porém, teve ainda menos consideração que a primeira. Ela tinha os filhos estudando lá. Ela ia levar os filhos, passava por mim, nem olhava na minha cara e a tarde, ia dar aula na classe dela.

Ele adora o escorregador!


Um dia, cheguei a dar uma sugestão para que ela me ligasse de manhã cedo quando não pudesse ir a escola, para eu não precisar acordar o Etti que ficava super agitado ao ter que voltar para casa. Comecei a descumprir compromissos com a minha mãe por causa disso... E depois de dois meses de trabalho, fui obrigada a pular fora. Eu literalmente fui cercada pelas professoras e diretoras que me cobravam uma atitude em relação ao Elliot, quando eram elas que não tinham auxiliares. Quando mudei de casa, deixei ambos fora da escola por seis meses ou mais. Eu estava saturada. Saturada de gente me dando ordens e me cobrando resultados. Cansada de ninguém me ajudar em nada. Cansada de todos me apontarem os dedos.


Ansiedade

Como vocês devem imaginar, isso teve seus efeitos em mim, no meu marido e na minha filha mais nova. Eu me tornei cada vez mais desleixada e desgostosa da vida. Eu evitava sair de casa. Não queria contato com a minha família. Evitava seres humanos em geral. Eu queria ficar trancada onde ninguém podia me machucar. Onde ninguém podia tentar machucar o meu filho. Me passou pela cabeça algumas vezes sumir com ele de casa. Só eu e ele. Talvez onde não pudéssemos perturbar mais ninguém. Isso quando eu não tinha meus momentos de simplesmente querer morrer. Sabendo é claro que nada disso funciona. A vida continuou nos dando uma série de rasteiras, e mesmo hoje em dia, estamos nos recuperando de algumas. Numa dessas, acabei ficando com uma ansiedade tão intensa que os meus nervos se descontrolavam. Eu sentia meu rosto repuxar e meu olho tremer com uma frequência que não era humana. Eu passava um dia de sorriso e três de desgosto. Nesse meio de tempo minha pressão deu pequenas alterações, mas no fim das contas, tudo relativo aos nervos.








E como as coisas estão hoje?

Bem... Eu comecei a tratar minha ansiedade e hoje, estou tendo menos crises de - hoje quero me esconder do mundo - mas elas ainda acontecem. O Elliot está experimentando um remédio novo para controlar a agitação dele. Nesses dois dias, notei que ele está mais calmo e dormindo na hora certinha. A professora da Isabelle disse que ela está com dificuldades de concentração e todo mundo nota que ela é extremamente agitada. Pode ser um indício de hiperatividade, vou conversar sobre isso com a médica na próxima consulta do Elliot e ver se vale a pena marcar uma consulta separada. 

Desde 2013 o Elliot tem frequentado religiosamente a APAEA - Associação dos Pais e Amigos e Educadores dos Autistas. Lá, ele recebe tratamento especializado, com fono, psicóloga e classes pequenas que permitem que as professoras trabalhem melhor com cada aluno. Porém, ele não frequenta nenhuma escola 'normal', o que deveria ser praxe. Penso se ano que vem, há a possibilidade de eu tentar colocar ele num colégio que tenha apoio. 

Meu filho é uma criança especial, sim. Não por causa do autismo, mas por quem ele é. Pela sua voz doce, pelos seus abraços gentis, pelas vezes em que se diverte conosco, mesmo sem ter certeza do que está acontecendo. Eu amo o Elliot como é, mas farei o meu melhor para que ele tenha uma vida melhor. Para que um dia, ele leia esse artigo com os próprios olhinhos e quem sabe, possa escrever o dele próprio.


Você é meu anjinho!


Nany out!




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domingo, 27 de setembro de 2015

E agora, José? - Torção no tornozelo



Olá corações!

Caso você tenha torcido seu tornozelo e precise da explicação sobre a torção para ontem:

Clique aqui.

Na segunda feira passada, eu tive uma conversa com as professoras do Elliot, acerca de suas manias. Uma delas - a mais insistente até hoje - é a de picar e brincar com espuma. Ele chega a extremos de fazer buracos em tecidos resistentes para poder encontrar a tão sagrada espuminha. É importante citar que ele não engole, graças a Deus.

Eu saí de lá pensando como ia fazer para dar jeito nisso. Uma das fontes prediletas de espuma para ele sempre foram nossos sofás. Casa após casa, acabávamos terminando com um esqueleto patético de sentar que não merecia mais ser chamado de sofá.

Quando nos mudamos para a casa da minha mãe, não foi diferente. Ele logo atacou o sofá dela e algum tempo depois estávamos fazendo planos para comprar um novo. Porém, queríamos escolher um modelo que não favorecesse mais o que ele estava acostumado a fazer. Chegamos a conclusão que podia ser uma boa ideia ter um sofá predominantemente de madeira que tivesse grandes almofadas destacáveis que pudéssemos tirar e colocar quando fosse melhor. Modelos como esse já não estão em moda e os que ainda são desse estilo e novos, custam muito caro. Nos voltamos para as lojas de móveis usados.

Eis que a vida me faz uma bela surpresa. Logo depois de sair da conversa com as professoras, dei uma paradinha no 'Ismênia de Jesus' que, entre outros trabalhos importantes, cedia uma loja de móveis usados. Circulei por entre os corredores de móveis vendo várias coisas interessantes que eu gostaria de ter um dia, mas que não são prioridade. Porém, nada do sofá. Fui na área de biblioteca pensando em dar uma olhada nos livros - afinal, todo escritor é um leitor para começo de conversa - e logo quando entrei, dei de cara com um sofá que atendia perfeitamente às minhas exigências. Era madeira, tinha almofadas destacáveis... Era perfeito!

Liguei para o Mori perguntando o mais importante: 'temos condição de comprar?', ele deixou claro que seria apertado, mas que valeria o esforço. No dia seguinte, torcendo para que o sofá não tivesse sido vendido - o Ismênia não faz reservas, nem mesmo mediante a um sinal. Mas lembre-se bem daquela frase, quando algo tem que ser seu, será seu. E por sorte, o sofá estava lá, esperando por mim. Alegremente, fiquei esperando o meu marido chegar enquanto segurava o Elliot. Porém, o taxista e o mori acabaram engatando uma conversa. Eu comecei a ficar incomodada com a espera. O Elliot estava extremamente agitado, a Isabelle queria mexer em tudo e ele demorava. Para se entrar ali, temos um pequeno degrau. Diante desse degrau há o estacionamento. Cheio de paralelepípedos. Fui chamar meu marido, o Etti me puxou e...

PARABÉNS PARA MIM. Como dito no Instagram... Saldão tombo me deixou esses dois presentes:
Uma foto publicada por Nany ✰ Star (@nanyseskiene) em

Pois é...  Agora é que começaremos a falar sobre o que realmente importa!

Torci meu tornozelo, e agora?

Medidas a serem tomadas nos primeiros minutos:


  • Se a pessoa estiver calçada, retire seu calçado. Especialmente se for muito fechado ou tenha contato com a área torcida.
  • Verifique a gravidade da torção levando em conta a dor que está sendo sentida ou se há alguma deformação séria no pé. Às vezes pode ter sido uma luxação ou mesmo uma fratura e não somente uma torção.
  • Aplique gelo na área afetada. Use uma toalhinha, não muito grossa, para evitar o contato direto com a pele. Também não fique com o gelo na pele até que derreta, 7-10 minutos já é suficiente para que o efeito aconteça. Repita isso pelo menos três vezes com um intervalo mínimo de 30 minutos entre cada compressa.
  • Tente não se automedicar, mesmo que esteja sentindo muita dor. Se for insuportável, vá ao médico para que ele lhe receite alguma coisa. 
Medidas a serem tomadas futuramente:

  • Se depois de 10 a 15 dias você não teve mais nenhum quadro de dor aguda, já pode começar a usar compressas de calor. Elas servem para estimular a cura e aliviar as dores chatinhas que ainda possam existir. 
  • A recuperação total dependendo da gravidade pode demorar até 3 meses, então, procure não abusar do seu tornozelinho. 
E Gelol e afins, pode usar? 

Sim, pode. 'Torções' está entre as indicações desse remédio, mas se você puder evitar o uso de medicamentos, é melhor para o seu organismo e para sua recuperação. Especialmente se você nunca usou antes. Reações alérgicas podem acontecer, mesmo que sejam incomuns, e o tiro pode sair pela culatra! 

Nany out!


PS: Para o caso de vocês estarem curiosos sobre o sofá, é esse aqui:


  





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    sexta-feira, 18 de setembro de 2015

    Teste Beta: Kit TRESemmé Reconstrução e força



    Olá corações!

    Já faz um tempinho que estou usando produtos da TRESemmé no meu cabelo. Tive dificuldade de achar uma linha interessante de shampoo e condicionador que fosse boa, fácil de encontrar e que não fosse o olho da cara.



    Tentei outros kits antes, mas só dessa vez, resolvi usar toda a linha - com exceção do creme de pentear - o shampoo, o condicionador, o creme de tratamento e a ampolinha de 60 segundos. Não cheguei a tirar fotos antes/depois do cabelo. (Quem costuma tirar as fotos para mim é o Mori e hoje ele tava com a pá virada, daí nem insisti.)

    Meu review:

    O meu cabelo tem Escova definitiva e por natureza, já é bem ralinho, por isso, quando lavo, espero que ele fique ainda mais fino porque a sujeira e o óleo saem. Meu cabelo ficou exatamente como eu esperava, limpíssimo, extremamente macio.

    Porém, ficou com um pouco de frizz. Isso pode ou não ser causado pelo fato de eu ter usado todos os produtos de uma só vez - respeitando as etapas e o tempo que eles deveriam ficar nos cabelos.

    ☆ - 4 de 5

    Nany out!



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    terça-feira, 1 de setembro de 2015

    Dia do pitaco - Glorificando a obesidade


    Olá corações!

    Hoje é dia de rant (Não sabe o que é isso? Leia meu post sobre liberdade de expressão)! E como todo bom dia de pitaco, vou tascar minha opinião fria e crua sobre algum assunto mais polêmico que mamilos.

    Eu evitei falar desse assunto em especial aqui no blog, mas vi que não tem jeito. Hoje, mais cedo, lá estava eu, Youtubando como sempre. Dessa vez, estive dando umas olhadas em vídeos de sessão de fotos para modelos plus-size, aprendendo algumas dicas de vestuário. cabelo e até cheguei a assistir uma etapa de concurso de beleza. (Lindo por sinal. Se quiserem ver também, está aqui.).

    O Doctor também não vê nenhum sentido no
    que essas pessoas pensam
    Bom, continuando... Me deparei com uma opinião de uma garota - acho desnecessário dizer que ela, não é gorda - falando mal de modelos como a Tess Holliday e dizendo que elas glorificam a obesidade. Eu comecei a rir feito louca, por que né? 

    Chega dar dó de uma pessoa que passa o tempo dela pra gravar um vídeo, horas e horas pra upar... Só pra defecar pela boca. As pessoas realmente acreditam nesse discursinho de segunda classe que modelo plus size existe para influenciar as pessoas a serem gordas.

    E eu acho isso bastante engraçado. Apesar de ser a existência das modelos - e aparentemente de qualquer pessoa gorda - que influenciam as pessoas a serem gordas, nós vivemos numa sociedade que nos manda emagrecer constantemente, mas só nos vende comida de baixa qualidade. Mesmo os legumes e verduras encontrados nos mercados, são cheios de substâncias nocivas, algumas cancerígenas. Apesar da necessidade louca que a sociedade tem de nos fazer emagrecer, criando novas técnicas, dietas, cirurgias, medicamentos, cremes para diminuir a barriga, coisas para disfarçar a silhueta e todo esse samba, nenhum hospital trata obesidade gratuitamente, nem as doenças relacionadas com ela.

    Os médicos tem um comportamento asqueroso diante de gente gorda, como se eles fossem uma doença, ao invés de ter uma. (E a maioria é gordo também, só pra constar.) A maior parte das cidades não tem ginásio de esportes para pessoas acima de 18 e menores de 65 anos e quando tem, é pago e é caro. Num país onde o salário mínimo é 700 reais, quem tem 150, 200 reais para pagar numa academia? Eu não tenho. Claro que eu posso meramente correr na praia, mas esse é o único exercício que é bom para o corpo? E o que dizer de pessoas gordas que fazem exercícios regulares e até comem certinho, mas engordam mesmo assim?

    Eu gosto de quando as pessoas dizem que eu não posso ser gorda porque isso vai me matar. Afinal, todos nós imediatamente, paramos de fazer coisas que tem potencial para nos matar. Ninguém mais usa celular porque uma pesquisa antiga disse que causa câncer. Pais não vacinam mais os filhos porque vacina causa autismo. Ninguém mais anda de carro porque carros se acidentam o tempo todo e geralmente é fatal. Ninguém mais sai de casa quando chove porque pode molhar o pé numa enchente e morrer de leptospirose. Opa... O que? Ninguém deixou de fazer essas coisas porque são potencialmente perigosas? Mas eu tenho que deixar de ser gorda, né? Adoooooooro.

    E eu não estou nem dizendo que as doenças da obesidade não são reais. Elas são! Pressão alta, colesterol ruim, problemas nas articulações. Tudo isso é bem real. Mas você pode me garantir, com 100% de certeza que não ser gorda vai me impedir de ter essas doenças? Não, você não pode. Eu descendo de uma família com diversos problemas de saúde, esse é o caso de quase todos os brasileiros. Somos uma sociedade criada a feijoada no sábado e churrasco no domingo, garrafas de Coca-cola de 3 litros, brigadeiro, salgadinho. Pão toda manhã. Fast food em toda parte. Carboidratos sem fim. Tudo fica melhor com um pouco de queijo ou uma colherada de Nutella.

    Num contexto onde emagrecer é uma regra, mas o caminho para se chegar lá é opcional e dificultado... Será que não estamos lidando com um caso de bate-e-assopra? A quem interessa manter os cidadãos comendo coisas que não são saudáveis, mesmo fazendo tanta propaganda do mal que a obesidade causa?

    A indústria do bem estar não está aqui para te fazer sentir bem em momento nenhum. Está aqui para se aproveitar da visão negativa que você tem de você mesmo para enriquecer e enquanto pessoas, como essa jovem que eu vi no Youtube, continuarem cutucando modelos plus-size achando que elas são a fonte de problema, a indústria continuará tendo lucros absurdos. Só nos EUA, as previsões dizem que o faturamento é na casa dos trilhões. Se a sua vontade é emagrecer, eu te dou todo o apoio do fundo do meu coração. Faça seu melhor. Só não faça porque a sociedade acha legal. Daqui há 20 anos, o que a sociedade acha legal vai mudar. Sempre muda.

    Nany out!




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    Inspira e pira - Site de ruídos da natureza




    Olá corações!

    Eu, como uma pessoa que vivo de escrever - seja para ganhar umas dilmas ou não - sempre busco inspiração em coisas completamente aleatórias. Às vezes, fuçar no Google-kun* durante algum tempo, familiarizando-me com o tipo de ambiente que eu quero para os meus personagens é uma ótima maneira de atingir o meu propósito. Porém, uma ótima forma que eu encontrei para fazê-lo, é ouvindo música.

    Tanto música que seja fiel àquela realidade, como música inespecífica, relaxante. Até mesmo o som da chuva pode se tornar um grande aliado na busca de criar todo um universo. Por que eu estou falando sobre isso? Porque eu vim indicar um belo site para vocês.

    Praticamente, todos já ouviram falar no 'Rainymood', que deve ter sido um dos pioneiros - para não dizer O - em transmitir sons da natureza fora do Youtube. Como tudo na internet tende a ser copiado - melhorado e piorado - vários sites parecidos foram criados com suas próprias particularidades.

    1. My noise 

    Algumas características:

    • Tem vários tipos de sons para serem ouvidos.
    • Você pode adequar os medidores especificamente de acordo com sua audição.
    • Possui uma área de assinantes, onde você pode ouvir geradores sonoros diferenciados, mais complexos.

    Algumas características:
    • Similar ao Rainymood, exceto pelo fato de haverem mais opções.
    • Você pode adquirir CDs com os sons. 
    • Além dos sons para relaxar, você também pode encontrar sons livres para serem usados em seus trabalhos de marketing, vídeos e outros, de forma gratuita e em dois formatos, .mp3 e .wav.
    Claro, se tudo isso é demais... Você sempre pode procurar no bom e velho Youtube por listas com qualidade sonora, grandes o suficientes para embalar seu sono durante toda a noite. 

    Nany out!


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    sábado, 29 de agosto de 2015

    Procrastinando: Videos de Time-lapse


    Olá corações!

    Se você é como eu e sempre acaba dando um chega pra lá nas tarefas por que acaba se interessando por coisas que a internet proporciona, deixe me dar uma boa sugestão para você passar seu tempo sem fazer... Bem... Nada.

    O time-lapse é uma técnica que mostra uma passagem extremamente rápida de várias horas de filmagem, proporcionando-nos a chance de ver um evento que aconteceria em dias, semanas ou até meses, em poucos minutos de vídeo.

    Existem diversos tipos dessa categoria disponíveis por toda a internet. Natureza, crescimento de cabelo e construções diversas são os temas geralmente escolhidos. Segue aqui uma pequena relação de vídeos que eu gostei. Por favor, siga sua busca se o tema te interessa!


    1. O desabrochar de flores diversas:


    2. Viagem por doze cidades brasileiras:


    3. Movimento dos céus:



    5. A transformação fantástica de Anthony H. Nguyen em Ursula, a bruxa de 'A Pequena Sereia':


    Faça sua escolha e procrastine com segurança!

    Nany out!


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    sexta-feira, 28 de agosto de 2015

    Vamos chorar um pouco? - Os Eichers

    Ace e Archie Eicher 
    Olá corações!

    Hoje eu estou aqui para trazer-lhes uma linda e emocionante história da vida real, que mostra-nos claramente que amor verdadeiro também existe no nosso mundo e que está em mais quantidade do que a falta dele.

    Quando nasceu, o pequeno Archie, ao ser diagnosticado com a Síndrome de Down, foi rejeitado pelos pais biológicos e colocado para adoção. Em 2011, já com sete anos, ele foi adotado por Joey e Lisa Eicher.

    Desde os primeiros contatos, Ace fez questão de mostrar o quanto estava empolgada com a vinda de um novo irmão e por volta de março de 2012, para comemorar o dia dos portadores de Síndrome de Down, Ace e seus pais elaboraram um vídeo onde ela contava algumas experiências que teve e tem tido com o novo irmão e como era difícil para ela entender o porquê alguém abandonaria uma criança, sobretudo quando ela precisa de proteção.

    Confira o vídeo abaixo e tenha uma overdose de fofura com a Ace falando sobre o Archie:


    Uma das partes mais emocionantes contém as seguintes frases:

    "Você talvez tenha sido rejeitado uma vez, mas então, você foi escolhido. Mamãe e Papai trabalharam duro para trazer você para casa. Você foi meu melhor amigo desde o momento em que eu te vi e será meu amigo para sempre. Eu vou te proteger e você vai me proteger."

    Tudo isso ao som da música 'A thousand years' de Christina Perri.  Garantia de lágrimas. A relação de amor desses dois irmãos me lembrou muito meus próprios filhos.

    Hoje em dia, os Eichers mantém um blog sobre a jornada de Archie. O Eicherumba. Bem como um canal do Youtube.

    Esse vídeo breve apenas nos mostra o quão pode ser fácil entender as pessoas com necessidades especiais em geral. Acima de tudo, elas necessitam de amor e paciência. O resto se resolve conforme o tempo passa.

    Nany out!


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    quinta-feira, 27 de agosto de 2015

    Estudos: Cores e criatividade



    Olá corações!

    Nesses últimos dias, andei fazendo algumas pesquisas sobre assuntos diversos na interwebz. Vale a pena lembrar que eu funciono de uma maneira esquisita. Numa hora estou procurando batons, no outro, qual a composição de armas nucleares. A wild ride, tbqh. Uma das melhores coisas que achei, foi esse estudo(esse link redireciona para o estudo em si, publicado numa plataforma de psicologia. Também deixarei esse link que é sobre a matéria onde eu o descobri.) sobre a forte relação entre as cores e a nossa mente.



    Vamos fazer um resumão do estudo:

    69 pessoas eram expostas a diferentes retângulos coloridos durante um curto período de tempo. Quando esse tempo acabava, tinham de responder a seguinte pergunta:

    "Que uso você teria para um tijolo?"

    Respostas óbvias como 'construir paredes/casa' eram citadas como pouco criativas e respostas mirabolantes como 'transformá-lo em pó, misturar com água e usar como tinta' eram consideradas criativas e ganhavam mais pontos.

    As pessoas expostas aos retângulos verdes, saíam-se melhor nas respostas que as pessoas expostas às outras cores (É possível ver facilmente essa relação nos gráficos demonstrados no estudo). Os cientistas garantem que é uma influência pequena, mas existente.

    Um outro estudo mostrado nessa matéria, faz relação entre a cor que o quarto está pintado e o tempo de sono.


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    quarta-feira, 26 de agosto de 2015

    Dia do pitaco: Assédio





    Recentemente, vi essa matéria aqui. Foi trazida para a home do meu fb enquanto eu estava em mais uma das minhas madrugadas madrugosas. Me lembrei imediatamente dos meus 14, 15 anos. A impressão que eu tinha era que se eu passasse muito perto de uma obra, alguém ia abrir demais a boca e me engolir por inteiro. Não que, as obras, sejam os únicos lugares onde alguns homens abrem a boca mais que deviam... Não sei quem inventou esse 'jogo' ou porque alguém achou que era interessante ou que era uma boa ideia falar frases grosseiras enquanto uma garota bonita passa na rua, mas sobre o assunto, aí vai meu recadinho de coração para todos os lindos desse nosso adorado Brasil que insistem em ser HueBR até na hora de tentar conquistar alguém:


    Meninos, meus queridos meninos. Deixa a tia aqui ensinar uma coisa: 

    Mulheres não gostam de ser chamadas de 'gostosa' no meio da rua. Mulheres não gostam quando vocês a 'elogiam' em plena avenida, durante seu período de trabalho com o mesmo tipo de linguajar que os manolos usam com suas parceiras nos filmes pornôs. A vida não é um filme pornô. 

    Juro que sexo é legal e muitas mulheres gostam. Mas eu te juro também que uma porcentagem ínfima (pra não dizer inexistente, porque vai que...) vai pular na sua cara de pernas abertas depois de ouvir um 'ui tesuda'. Isso simplesmente não acontece. Nunca virou moda e de certo nunca vai virar. 

    É desagradável, deselegante, desumano. É o tipo de coisa que gostaríamos de resolver com um tiro. Algumas mulheres dando-o na sua cabeça, outras na sua outra cabeça e outras em suas próprias cabeças. 

    Ninguém precisa ser lá um poeta renascentista para passar uma cantada. E cantadas são muito melhor recebidas em bares, baladas, botecos, bailinhos, shows, no sambinha do fim de semana, em festas, em casamentos. Na rua não. Por favor, não. Pelo amor de todo o panteão grego, NÃO. Brigadinha. ♥

    Nany out!


    PS: Sabe em que lugar o 'gostosa (e todos os outros termos para pornstars)' até que cai bem? Na sua casa, na sua cama, com a sua parceira sexual.
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    sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

    Dia do pitaco: Ainda sobre prenhez*




    Olá corações!

    Vamos recapitular um pouco a sociedade brasileira em relação à maternidade:

    - Se você deu e engravidou, tem que parir. Não interessa se você não está pronta, não interessa se você é muito nova, não interessa se você não tem emprego e nem apoio da sua família. Sua vontade é obviamente inferior a do seu filho que não tem nem o cérebro formado ainda. Aborto é feio, bobo e chato.

    - Qualquer garota que engravida antes dos vinte, é puta, é vagabunda, é vadia. Tem que ser mal vista e maltratada. É culpa do pai e da mãe se ela deu e de preferência, tem que ser colocada pra fora de casa. (Afinal, nós definitivamente precisamos de mais uma coitada jogada na rua.) E de vez em quando, pessoas vão ser violentas ou rudes para se sentirem vingados, mostrar sua desaprovação, por elas terem feito filho tão jovens. (Ainda que eu não entenda o que as outras pessoas tem a ver com isso).

    - Crianças que são abandonadas vão para o orfanato/abrigo ficar à espera de um novo lar. Mas não pode ser qualquer lar. Tem que ser um lar com papai, mamãe, cachorro e papagaio. Caso contrário, a criança vai crescer no orfanato/abrigo, em condições de ruim pra baixo, porque sim. Ainda que existam casais homoafetivos ou mesmo pessoas solteiras com condições financeiras e psicológicas para criá-las muito bem.

    - Mulheres não são contratadas nas empresas em abundância porque engravidam e tiram licença maternidade. Daí trabalham menos e prejudicam seu empregador. Mesmo que existam lésbicas que não engravidem, já que só fazem sexo com outras mulheres - e para ter um filho, teria que ter algum planejamento - ou mulheres que são naturalmente estéreis/que passaram por laqueadura ou ainda assexuais que não fazem sexo at all. Também existem as mulheres trans que também não poderiam ficar grávidas por acidente. Mas nenhuma dessas é contratada com mais frequência que as mulheres que estão em idade fértil e tem essa possibilidade.

    --------------------

    Sociedade, vamos decidir aí... É pra ter filho ou não?

    Sinceramente... Pra mim, ter filho naturalmente tinha que ser igual a adotar. Passar por um monte de testes psicológicos, cursos e uma cambada de coisas para ter certeza se a pessoa está pronta pra aquilo. Sendo diferente, quem mais perde é a criança e a sociedade futura.

    Ser mãe não é que nem jogo que você chega no level tal e sobe de classe, cheia de habilidades novas e pronta pra encarar o mundo de frente. Você se torna responsável pela vida de uma outra pessoa. Responsável por ensiná-la sobre o mundo e protegê-la. Responsável por suas ações, quer positivas ou negativas. Você se torna o espelho dessa nova pessoa.

    Eu tive dois filhos. Meu filho mais velho, já devo ter mencionado aqui, é um autista clássico. Minha vida tem uma série de pequenas restrições que tenho que aplicar para a segurança dele. Muito mais do que eu faria por uma criança que não possui necessidades especiais. Já houveram momentos em que eu quis voltar no tempo e nunca tê-lo colocado no mundo, mas esses, foram momentos de choro, momentos de ansiedade, de desespero. Eu sou uma mulher que sempre quis ser mãe, estou satisfeita com a minha condição. Amo os meus filhos acima de qualquer coisa e por mais difícil que seja, não me arrependo de ter tido-os. Mesmo sabendo que eu teria uma criança especial, eu provavelmente não abortaria. Mas é importante citar... Essa é a minha vontade. A minha cabeça era toda voltada para isso. Eu escolhi, por livre e espontânea vontade ser mãe. Abraçar a tarefa de ser mãe.

    É difícil. É entediante. É desesperador. É frustrante. É irritante.

    Às vezes, você não está com saco para assistir a galinha pintadinha pela milésima vez. Às vezes, você não está interessado no desenho que seu filho fez e está louco pra te mostrar pra ganhar um elogio. Porém, você faz. Faz porque sabe que eles precisam de você. Faz porque sabe que sem isso, o mundinho pequeno deles faz menos sentido. É um trabalho que eu faço com prazer. E é assim, que todas as mães deveriam fazê-lo. Mas você não vai conseguir criar mães zelosas que façam seu trabalho por prazer obrigando-as a ser mães. Vai conseguir sim, mães que fazem seu trabalho, por fazer.

    Nany out!




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    sábado, 14 de fevereiro de 2015

    Dia do Pitaco: Campanha antiaborto



     Olá, corações!




    Pois é, meus queridos. Me deparei com essa campanha de antiaborto no Facebook.

    A princípio, eu não ia dizer nada, mas tem algo que está me incomodando enormemente.

    Vamos falar sobre pontos essenciais:

    Primeiro, vou colocar alguns links sobre o assunto:

    Ciência hoje, uol - ScieloAborto no Brasil - Wikipédia - BBC - Notícia

    Há maravilhosos textos falando sobre o lado da mulher, mas e o lado da criança?

    ''Mas você é uma burra, se a criança nem nasce, como é que tem o lado da criança?"

    Calma, eu explico.

    Vamos falar sobre as crianças já nascidas. Crianças que as mães gostariam de ter abortado, mas não o fizeram, seja por medo da cadeia ou medo de passar por um açougueiro qualquer e morrer na mesa. Ora, todos concordamos que a melhor forma de se criar uma criança é com amor, carinho e paciência. Criar uma criança é extremamente complexo e mesmo pais que se sentiam preparados para o dito, tem problemas. Ter um filho é uma vida de imprevistos. Imprevistos que só quem tem vontade, de superar, conseguirá. E querer, nesse caso, definitivamente é poder. Não existe conselho tutelar que altere a mentalidade de uma mãe que não se sente mãe.

    Quantas dessas crianças, nascidas porque o Estado determinou, são criadas com todo o amor e carinho que mereciam? Quantas não são xingadas, espancadas, maltratadas todos os dias?
    Você pode se defender dizendo que sua mãe xingava você disso ou daquilo. Para uma criança indesejada, o tom da palmada é completamente diferente. Sua mãe, muito provavelmente, te dava palmadas para te ensinar, porque queria seu bem. No caso de mulheres forçadas a ser mães, a palmada é um modo de descarregar a raiva e a frustração. Sim, é um crime, mas acontece. É justo destruir a mentalidade de uma criança e fazê-la se sentir mal por nascer só para 'castigar' a mãe dela(e geralmente só a mãe, porque ninguém cobra porcaria nenhuma do pai) que fez sexo sem camisinha numa noite aí? Qual a diferença de termos um aborto ou um suicídio? Qual a diferença de termos um aborto ou uma pessoa desequilibrada pelo resto da vida?

    Eu não estou falando de exceções. As exceções no caso de uma mãe que não quer ter e é obrigada, mesmo depois que ela manifesta a vontade de não ter, são aquelas que ao apanhar o bebê nos braços, se tornam verdadeiras mães, dispostas a tudo. Mas a maioria não funciona assim. Depressão pós-parto é um de vários resultados possíveis.

    Na nossa atual legislação, não se pode dar uma criança para adoção, independente das causas. A única forma que essas crianças vão é se forem abandonadas - o que geralmente causa a prisão da mãe - ou se a justiça as tirar do lar via ação judicial. Mas isso, só será feito se as crianças sofrerem maus tratos físicos ou passarem necessidade. Logo, nenhuma criança que for maltratada verbalmente e nenhuma criança que não consiga uma pessoa para testemunhar sobre isso, vai continuar morando na casa de quem a maltrata.

    Eu sou mãe, meus filhos não foram planejados, mas eu os amo. Eu estou pronta para todas as dificuldades que tenho e terei com eles. Mas é justamente por amar os meus filhos que não quero que outras crianças passem pela situação descrita acima. Você aí, que acha que qualquer desculpa é válida para forçar uma mãe a parir uma criança, mesmo que ela não esteja pronta, mesmo que ela seja uma criminosa em potencial, mesmo que ela seja mentalmente incapaz, mesmo que ela seja maltratada pelo pai da criança que posteriormente maltrata a criança também, mesmo que isso não faça nenhuma diferença real na sua vida, tente rever sua opinião. Tente pensar no que faz a diferença para outras pessoas. Legalizar o aborto não quer dizer que você é obrigada a abortar. Não quer dizer que você tem que achar bonito. Quer dizer que as pessoas que querem fazer isso, por qualquer razão que elas possam ter - inclusive a de não estarem preparadas para ter um filho - possam fazê-lo sem ir para a cadeia.

    Lembrando que o procedimento legal de aborto tem um limite de tempo para ser executado e que junto com essa legalização, devem vir medidas para tratar a mentalidade da paciente em relação ao bebê, fazendo-a ponderar sobre e se possível, estimulando e encorajando-a a dar a luz.

    Coisas que significam legalizar o aborto:


    •  Legalizar a possibilidade de se abortar um embrião, nas primeiras semanas, antes do cérebro e o resto do sistema nervoso se formar.


    Coisas que não significam legalizar o aborto: 


    •  Soltar assassinas no mundo
    •  Dar um passe livre para todo mundo fazer todo o sexo que quiser (até porque, todo mundo já faz isso, com ou sem aborto legalizado)
    •  Dar permissão de mães matarem bebês já nascidos
    •  Qualquer outra desculpa esfarrapada para sua desinformação sobre o assunto.


    Outro ponto importante já foi dito à exaustão... Quem quer abortar, provavelmente vai abortar. Seja tomando um cházinho maroto, seja numa clínica com um açougueiro, seja dando socos na barriga para provocar um aborto espontâneo (sim, tem pessoas que fazem isso). Vou repetir mais uma vez...

    O aborto pode ser algo impensável para você. Porque é algo que você não precisa fazer. É algo que só é considerado quando a necessidade aparece. Porém, existem pessoas que neste momento precisam fazer. E não podem, sabe por que? Porque você não deixa.

    Vamos fazer um exercício mental e imaginar um mundo onde você não pode ter filhos por métodos naturais porque é proibido pelo governo. As formas usadas são inseminação artificial ou reprodução in vitro. Porém, você quer muito ter um filho por métodos naturais. Daí, você começa um movimento na sociedade para que você tenha o direito de fazer isso. A maioria da população é contra, dizendo que para se reproduzir tem que haver sexo e sexo é demoníaco ou errado por qualquer razão.

    Sua liberdade enquanto ser humano, de poder ter seus filhos de forma natural, é mais ou menos importante que a obrigação que o estado inventou de não poder ter? O que, a sua decisão pessoal, afeta a sociedade como um todo?

    Cá estamos, esse é o dilema das mulheres que precisam abortar por qualquer motivo, mas você não deixa, por causa do que você acha que é bom para você.

    O que encaixa no círculo, nem sempre encaixa no quadrado. A liberdade deve existir na mesma proporção para todas as pessoas.

    Nany out!




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    segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

    Dia do pitaco: Onde está o limite da liberdade de expressão?



    Olá corações!

    Pois é, hoje é o dia do rant~

    Se você não sabe o que é rant, me deixe lhe esclarecer.

    'Rant' basicamente significa 'dar a sua opinião de modo agressivo' ou é isso que sempre me pareceu em minhas aventuras no Tumblr e é por causa dele mesmo que vou dar esse chilique.

    Vamos ao pitaco:

    De uns tempos para cá, vivemos uma onda muito positiva de ativismo em relação a liberdade de expressão. A liberdade de expressão é algo maravilhoso em muitos aspectos. Sem ela, eu não conseguiria estar aqui, divagando nesse blog hoje, só para começar. Ter a chance de dar novas ideias, fazer críticas e discutir soluções variadas para um mesmo problema, tudo isso sem receber nenhum tipo de punição, é a essência da coisa.

    O recente atentado no jornal Charlie Hebdo, chamou a atenção do mundo para a importância da causa. A importância de se permitir que qualquer coisa seja dita, desenhada, rabiscada, apontada. Qualquer crítica seja feita.

    Estou definitivamente de acordo que críticas à ideais devam ser feitas. Ideais políticos ou ideais religiosos devem ser discutidos e devem ser mostrados.

    Por outro lado, e as críticas a pessoas? Quando cabe uma crítica individual? Quando é que a liberdade de expressão dá o direito das pessoas se esconderem em uma imagem genérica de anônimo para postar o que quiserem sobre outras pessoas e derrubar sua auto-estima até que se suicidem?

    Defensores da liberdade de expressão irrestrita, dizem que mesmo nesses casos, não deve existir restrição. Que se alguém se sente ofendido com certa coisa, o problema é dele e que deve ignorar ou que deve rebater.

    Queremos mesmo viver num mundo onde temos que ficar rebatendo críticas de gente que sequer conhecemos? Queremos mesmo viver num mundo onde tenhamos que justificar nossas ações? Nosso manequim? Nosso estilo de música favorito? Se queremos beijar homens ou mulheres ou ninguém? Se preferimos rosa ou azul?

    Quando a liberdade de expressão chega desse lado, não a acho mais tão atraente. Por outro lado, isso não é um problema da ideia em sua essência, mas do que as pessoas fazem com ela. Ora, facas foram feitas para cortar alimentos e coisas, mas existem aqueles que insistirão em usá-las para machucar pessoas. Como mudar isso, então?

    Partindo de alguns pontos:
    • Quem são as pessoas que eu tenho direito de criticar?
    - Em tese, todas. Porém, eu escolho fazer críticas diretas e construtivas para pessoas que eu conheço e tenho alguma intimidade. As coisas que me incomodam, são coisas que ME incomodam e ninguém tem que mudar seus hábitos para agradar a mim, unicamente. Salvo em caso de hábito que prejudique a mim ou algum de meus parentes diretamente.

    • Quem pode me criticar?
    - Geralmente, membros próximos da minha família ou amigos, que saibam como falar comigo sem me machucar. Pessoas que verdadeiramente queiram o meu bem e não que só resolvam falar pelo que incomoda a elas.
    • Quando a política do 'falo mesmo' se aplica?
    - Apenas em casos onde a atitude da outra pessoa realmente é prejudicial de alguma forma para você, para seu ambiente familiar ou de trabalho. Um bom exemplo disso, são fofocas que raramente trazem algo de bom. Se alguém está lhe fofocando informações infames sobre outras pessoas, dê um toque. Evite as conversas. Se necessário, evite a pessoa em si. O hábito ruim desaparece se não há ninguém para compartilhá-lo.
    •  Quando a política do 'não conheço, mas quero ajudar' se aplica?
    - Novamente, em casos em que a pessoa pode se prejudicar ou prejudicar outras pessoas ao redor. E por prejudicar,coisas como hábitos alimentares, fumo, bebida, vida amorosa ou sexual, fazer tatuagens, vestimentas diferentes ou loucuras capilares, não são nada que lhe digam respeito a menos que você tenha intimidade para falar sobre. Se não tiver, não dê pitacos, mesmo que lhe perguntem. 

    São pequenos modos de preservar a sua, a minha e a nossa liberdade de expressão. Evitando fazer uso dela em momentos inapropriados. A liberdade individual para mim, tem soberania sobre a liberdade de expressão. 

    Liberdade individual, deixo aqui configurada como: "qualquer atividade feita por indivíduo que já tenha idade o suficiente para decidir o que é melhor ou pior para ele (dependendo da atividade e maturidade, não é necessário que a pessoa seja maior de idade. ex: uma criança de oito anos pode escolher, baseada no que já conhece, se prefere estudar inglês ou espanhol.) e que não cause mal a terceiros." Toda vez que falo que as pessoas tem o direito de fazer o que quiser, já vem gente me jogando necrófilos e pedófilos na cara.

    Fato é: devemos fazer mais o que nos faz felizes e falar menos sobre os outros fazendo o que os deixa feliz.

    Nany out!





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    Elaine Seskiene, é nascida em São Vicente, no estado de São Paulo, no dia 19 de Setembro de 1987. Começou a escrever cedo. Aliás, tão cedo que se alguém se atrever a perguntar para seus colegas de classe, eles vão dizer que com frequência, ela preferia escrever poemas do que fazer as lições de matemática e outros cálculos. Recentemente, passou a se aventurar no mundo da moda. É uma das metades de Domnall September.

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