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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Meu próprio quebra-cabeça: Elliot e eu





Olá corações!

Esse post pode ficar bem, bem longo, já aviso. Posso ou não, já ter comentado que meu filho mais velho, Elliot, é autista. Eu sempre acabo dizendo isso para as pessoas. Não porque quero que elas tenham pena de mim ou dele. Digo isso sobre ele porque é parte de quem ele é. O autismo, não é nem de longe a única parte dele, entretanto, ainda que influencie enormemente na percepção que ele tem do mundo e de si mesmo.

Eu relutei muito em fazer esse artigo. Para falar a verdade, pensei que essa não seria uma boa ideia para se falar aqui. Por outro lado, eu também pensei... Eu não sou a única mãe de autista. Mais que isso... Eu já estou vivendo essa luta há anos enquanto algumas pessoas começaram agora. Pessoas que podem estar perdidas. Pessoas que podem estar sentindo o mesmo que eu senti quando tudo começou.




Gravidez


Em meados de 2006, eu e o mori morávamos com a minha sogra, Maria Aparecida(a chamarei de 'Maria', pra facilitar). As circunstâncias que levaram a isso foram muitas e enumerá-las daria trabalho. Nessa época, meu marido tinha perdido o emprego e eu tinha abandonado o meu - já que eu quase pagava para trabalhar - sendo assim, nós basicamente vivíamos com o salário da minha sogra e com a ajuda que minha mãe nos dava. Foi bem frustrante no início porque ficamos completamente perdidos.

Por volta do meu aniversário, eu comecei a passar e não sabia o que tinha. Eu sentia muitos enjoos, tonturas e dores por todos os lados. Mesmo ir até a padaria era um tremendo esforço para mim. Quase no fim do mês, resolvi ir até o médico. A doutora mal me examinou pra ser honesta. Não pensem que foi de má vontade. Na verdade, já devia estar acostumada com mulheres da minha idade, reclamando de enjoos que não se lembravam da última menstruação que tiveram. Ela me passou o teste e voltei alguns dias depois para pegar. 'Positivo para gonadotrofina coriônica' era o que dizia lá.

Pois é... 19 anos, gravidinha da silva. Não tenho nenhuma foto legal para mostrar daquela época. A maioria foi tirada em câmeras analógicas e não digitais. Daí, fico devendo.

A gravidez decorreu relativamente bem, exceto pelo fato de eu continuar com os mesmos sintomas. Na verdade, durante os primeiros meses, nada parava no meu estômago. Qualquer cheiro me enjoava e eu tinha que escovar os dentes sem pasta, já que o cheiro dela literalmente me fazia vomitar. Foi uma época em que eu não comia peixe, nem hambúrguer de jeito algum. Cheguei a ir algumas vezes para o hospital por causa de dores estomacais, inclusive. Uma velha inimiga voltou a ativa nessa época - minha úlcera. Agradeço muito a paciência dos meus pais de me levarem ao médico, em plena madrugada por causa da dor. No último mês, Elliot me deu uma trégua e eu comecei a passar uns tempos melhores, tanto das dores, quanto dos enjoos e das tonturas.



Parto


No decorrer da gravidez, meu marido conseguiu um novo emprego, muito melhor do que o último em questão financeira, ainda que lhe deixasse mais cansado. Ele folgava dia sim, dia não e eu rezei sempre para que no dia em que o parto fosse começar, ele estivesse em casa, porque se eu estivesse sozinha, iria surtar.

Eis que durante a quinta-feira, dia 3 de maio, estávamos eu, Mori e Maria na sala, assistindo alguns desenhos no Cartoon Network (Era Du, Dudu e Edu, se não me falha a memória) para passar tempo antes de dar um filme que pretendíamos ver num outro canal. Elliot não estava a fim de filme. Fui ao banheiro e percebi que estava sangrando.

Depois de uma curta conversa sobre o que fazer fui andando junto com eles para o Hospital Guilherme Álvaro, chegando lá fui internada e passei a noite sozinha, sangrando, com dor e sem conseguir dormir por causa da chuva torrencial caindo. Contei os minutos até que o dia amanhecesse. Passei por inesquecíveis e dolorosos exames de toque e em certo momento, usaram o cone para escutar o coração dele. No dia seguinte, depois de passear pelo hospital o suficiente, fui levada para a sala de espera de parto. E como toda boa sala de espera, fiquei lá esperando. Nessa hora me injetaram o remédio para acelerar a dilatação e daí por diante durou só uma meia hora o sofrimento.

Os resultados do Elliot do Apgar foram excelentes, a nota máxima, se não me engano. Nasceu com 3.390kg e 50.5 cm, ou seja, era um bebezão.



Primeiros anos

Até a idade de dois anos, o Elliot se comportou como uma criança 'normal'(odeio esse termo, mas serve para o propósito da conversa). Tinha interesse em brinquedos, tentava se comunicar com fala. Foi uma época muito boa. O avô dele, meu pai, era completamente apaixonado por ele e fazia muitos planos para quando ele crescesse. Levá-lo para catar siri na praia - uma coisa que eu também tive o prazer de fazer - era o que ele mais falava. Elliot parecia corresponder a esses sentimentos perfeitamente, já que toda vez que meu pai chegava, ele largava tudo o que estivesse fazendo para falar com ele.

A última vez em que eu me lembro de vê-lo tendo atitudes corriqueiras para uma criança da idade dele foi durante seu batizado. Depois disso, ele mudou. Começou a desenvolver manias. A principal era rasgar sacolinhas de mercado e fazer um montinho com o que sobrava delas. Depois que eu fiquei grávida, notei que as manias se intensificaram. Todo mundo me dizia que o provável era que fosse ciúme do novo bebê. Acreditei nisso. Eu preferia acreditar nisso do que admitir que algo estava errado. Nenhuma mãe, acredito eu, sentiria-se a vontade com a ideia de que seu filho precioso pode estar doente, em especial quando é uma doença sobre a qual ela não sabe nada.

 Nesse período foi que ele começou a frequentar a escolinha - Casa da criança - e pela primeira vez alguém deu um parecer sobre os comportamentos dele não serem apenas ciúme ou fase. A doutora Patrícia me indicou levá-lo ao neurologista infantil. Ela usou a palavra 'autismo' naquela oportunidade, mas como a profissional que era, disse que era uma possibilidade. A única pessoa que podia dar um diagnóstico preciso era a neuro. Lembro que cheguei em casa chorando. Chorando muito. E pesquisar no Google não ajudou. Eu não sabia o que procurar e caí na Wikipédia que anunciou a teoria da 'Mãe Geladeira'. Nesse minuto, comecei efetivamente a me culpar pelo que estava acontecendo.

Na época, desfrutávamos do plano da Intermédica. A doutora Márcia Cascardi foi quem fez os exames devidos - para excluir outras possibilidades - e diagnosticou o Autismo. Ela logo receitou Risperidona para o tratamento. E também me encaminhou para o Centro de Valorização da Criança(CVC), onde outros tratamentos deviam ser feitos.

De um lado para o outro

Os dias de Casa da Criança do Elliot logo chegaram ao fim. As professoras de lá deixaram claro que não tinham estrutura para lidar com uma criança com necessidades especiais. Mas, como vocês bem sabem, as crianças devem frequentar a escola, então, eu fui na SEDUC de Santos, tentar resolver o caso. Transferiram o Elliot para o colégio Passos Sobrinho e ele deveria ter uma auxiliar para cuidar dele em sala de aula.

Nos primeiros meses, tudo foi lindo. A auxiliar era um amor. Extremamente prestativa e até mesmo nos ajudou com trâmites legais, nos transferindo para uma amiga advogada dela que nos atendeu gratuitamente para tentar pegar o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nesse período, eu consegui ajudar minha mãe com algumas coisas e mesmo planejei arranjar um emprego. Até que o Elliot começou a se mostrar mais agitado do que ela conseguia aguentar e ela faltava. Faltava três dias ou quatro numa semana. Ninguém me avisava nada. Era uma lástima acordar o Elliot, levá-lo para a escola e depois ouvir que eu deveria levá-lo embora, pois não havia ninguém para ficar com ele. Comecei a fazê-lo faltar de propósito e ouvi broncas da escola.

No segundo ano, trocaram a auxiliar - por uma com o mesmo nome - e eu pensei que as coisas iam melhorar. Essa, porém, teve ainda menos consideração que a primeira. Ela tinha os filhos estudando lá. Ela ia levar os filhos, passava por mim, nem olhava na minha cara e a tarde, ia dar aula na classe dela.

Ele adora o escorregador!


Um dia, cheguei a dar uma sugestão para que ela me ligasse de manhã cedo quando não pudesse ir a escola, para eu não precisar acordar o Etti que ficava super agitado ao ter que voltar para casa. Comecei a descumprir compromissos com a minha mãe por causa disso... E depois de dois meses de trabalho, fui obrigada a pular fora. Eu literalmente fui cercada pelas professoras e diretoras que me cobravam uma atitude em relação ao Elliot, quando eram elas que não tinham auxiliares. Quando mudei de casa, deixei ambos fora da escola por seis meses ou mais. Eu estava saturada. Saturada de gente me dando ordens e me cobrando resultados. Cansada de ninguém me ajudar em nada. Cansada de todos me apontarem os dedos.


Ansiedade

Como vocês devem imaginar, isso teve seus efeitos em mim, no meu marido e na minha filha mais nova. Eu me tornei cada vez mais desleixada e desgostosa da vida. Eu evitava sair de casa. Não queria contato com a minha família. Evitava seres humanos em geral. Eu queria ficar trancada onde ninguém podia me machucar. Onde ninguém podia tentar machucar o meu filho. Me passou pela cabeça algumas vezes sumir com ele de casa. Só eu e ele. Talvez onde não pudéssemos perturbar mais ninguém. Isso quando eu não tinha meus momentos de simplesmente querer morrer. Sabendo é claro que nada disso funciona. A vida continuou nos dando uma série de rasteiras, e mesmo hoje em dia, estamos nos recuperando de algumas. Numa dessas, acabei ficando com uma ansiedade tão intensa que os meus nervos se descontrolavam. Eu sentia meu rosto repuxar e meu olho tremer com uma frequência que não era humana. Eu passava um dia de sorriso e três de desgosto. Nesse meio de tempo minha pressão deu pequenas alterações, mas no fim das contas, tudo relativo aos nervos.








E como as coisas estão hoje?

Bem... Eu comecei a tratar minha ansiedade e hoje, estou tendo menos crises de - hoje quero me esconder do mundo - mas elas ainda acontecem. O Elliot está experimentando um remédio novo para controlar a agitação dele. Nesses dois dias, notei que ele está mais calmo e dormindo na hora certinha. A professora da Isabelle disse que ela está com dificuldades de concentração e todo mundo nota que ela é extremamente agitada. Pode ser um indício de hiperatividade, vou conversar sobre isso com a médica na próxima consulta do Elliot e ver se vale a pena marcar uma consulta separada. 

Desde 2013 o Elliot tem frequentado religiosamente a APAEA - Associação dos Pais e Amigos e Educadores dos Autistas. Lá, ele recebe tratamento especializado, com fono, psicóloga e classes pequenas que permitem que as professoras trabalhem melhor com cada aluno. Porém, ele não frequenta nenhuma escola 'normal', o que deveria ser praxe. Penso se ano que vem, há a possibilidade de eu tentar colocar ele num colégio que tenha apoio. 

Meu filho é uma criança especial, sim. Não por causa do autismo, mas por quem ele é. Pela sua voz doce, pelos seus abraços gentis, pelas vezes em que se diverte conosco, mesmo sem ter certeza do que está acontecendo. Eu amo o Elliot como é, mas farei o meu melhor para que ele tenha uma vida melhor. Para que um dia, ele leia esse artigo com os próprios olhinhos e quem sabe, possa escrever o dele próprio.


Você é meu anjinho!


Nany out!




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domingo, 27 de setembro de 2015

E agora, José? - Torção no tornozelo



Olá corações!

Caso você tenha torcido seu tornozelo e precise da explicação sobre a torção para ontem:

Clique aqui.

Na segunda feira passada, eu tive uma conversa com as professoras do Elliot, acerca de suas manias. Uma delas - a mais insistente até hoje - é a de picar e brincar com espuma. Ele chega a extremos de fazer buracos em tecidos resistentes para poder encontrar a tão sagrada espuminha. É importante citar que ele não engole, graças a Deus.

Eu saí de lá pensando como ia fazer para dar jeito nisso. Uma das fontes prediletas de espuma para ele sempre foram nossos sofás. Casa após casa, acabávamos terminando com um esqueleto patético de sentar que não merecia mais ser chamado de sofá.

Quando nos mudamos para a casa da minha mãe, não foi diferente. Ele logo atacou o sofá dela e algum tempo depois estávamos fazendo planos para comprar um novo. Porém, queríamos escolher um modelo que não favorecesse mais o que ele estava acostumado a fazer. Chegamos a conclusão que podia ser uma boa ideia ter um sofá predominantemente de madeira que tivesse grandes almofadas destacáveis que pudéssemos tirar e colocar quando fosse melhor. Modelos como esse já não estão em moda e os que ainda são desse estilo e novos, custam muito caro. Nos voltamos para as lojas de móveis usados.

Eis que a vida me faz uma bela surpresa. Logo depois de sair da conversa com as professoras, dei uma paradinha no 'Ismênia de Jesus' que, entre outros trabalhos importantes, cedia uma loja de móveis usados. Circulei por entre os corredores de móveis vendo várias coisas interessantes que eu gostaria de ter um dia, mas que não são prioridade. Porém, nada do sofá. Fui na área de biblioteca pensando em dar uma olhada nos livros - afinal, todo escritor é um leitor para começo de conversa - e logo quando entrei, dei de cara com um sofá que atendia perfeitamente às minhas exigências. Era madeira, tinha almofadas destacáveis... Era perfeito!

Liguei para o Mori perguntando o mais importante: 'temos condição de comprar?', ele deixou claro que seria apertado, mas que valeria o esforço. No dia seguinte, torcendo para que o sofá não tivesse sido vendido - o Ismênia não faz reservas, nem mesmo mediante a um sinal. Mas lembre-se bem daquela frase, quando algo tem que ser seu, será seu. E por sorte, o sofá estava lá, esperando por mim. Alegremente, fiquei esperando o meu marido chegar enquanto segurava o Elliot. Porém, o taxista e o mori acabaram engatando uma conversa. Eu comecei a ficar incomodada com a espera. O Elliot estava extremamente agitado, a Isabelle queria mexer em tudo e ele demorava. Para se entrar ali, temos um pequeno degrau. Diante desse degrau há o estacionamento. Cheio de paralelepípedos. Fui chamar meu marido, o Etti me puxou e...

PARABÉNS PARA MIM. Como dito no Instagram... Saldão tombo me deixou esses dois presentes:
Uma foto publicada por Nany ✰ Star (@nanyseskiene) em

Pois é...  Agora é que começaremos a falar sobre o que realmente importa!

Torci meu tornozelo, e agora?

Medidas a serem tomadas nos primeiros minutos:


  • Se a pessoa estiver calçada, retire seu calçado. Especialmente se for muito fechado ou tenha contato com a área torcida.
  • Verifique a gravidade da torção levando em conta a dor que está sendo sentida ou se há alguma deformação séria no pé. Às vezes pode ter sido uma luxação ou mesmo uma fratura e não somente uma torção.
  • Aplique gelo na área afetada. Use uma toalhinha, não muito grossa, para evitar o contato direto com a pele. Também não fique com o gelo na pele até que derreta, 7-10 minutos já é suficiente para que o efeito aconteça. Repita isso pelo menos três vezes com um intervalo mínimo de 30 minutos entre cada compressa.
  • Tente não se automedicar, mesmo que esteja sentindo muita dor. Se for insuportável, vá ao médico para que ele lhe receite alguma coisa. 
Medidas a serem tomadas futuramente:

  • Se depois de 10 a 15 dias você não teve mais nenhum quadro de dor aguda, já pode começar a usar compressas de calor. Elas servem para estimular a cura e aliviar as dores chatinhas que ainda possam existir. 
  • A recuperação total dependendo da gravidade pode demorar até 3 meses, então, procure não abusar do seu tornozelinho. 
E Gelol e afins, pode usar? 

Sim, pode. 'Torções' está entre as indicações desse remédio, mas se você puder evitar o uso de medicamentos, é melhor para o seu organismo e para sua recuperação. Especialmente se você nunca usou antes. Reações alérgicas podem acontecer, mesmo que sejam incomuns, e o tiro pode sair pela culatra! 

Nany out!


PS: Para o caso de vocês estarem curiosos sobre o sofá, é esse aqui:


  





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    sexta-feira, 18 de setembro de 2015

    Teste Beta: Kit TRESemmé Reconstrução e força



    Olá corações!

    Já faz um tempinho que estou usando produtos da TRESemmé no meu cabelo. Tive dificuldade de achar uma linha interessante de shampoo e condicionador que fosse boa, fácil de encontrar e que não fosse o olho da cara.



    Tentei outros kits antes, mas só dessa vez, resolvi usar toda a linha - com exceção do creme de pentear - o shampoo, o condicionador, o creme de tratamento e a ampolinha de 60 segundos. Não cheguei a tirar fotos antes/depois do cabelo. (Quem costuma tirar as fotos para mim é o Mori e hoje ele tava com a pá virada, daí nem insisti.)

    Meu review:

    O meu cabelo tem Escova definitiva e por natureza, já é bem ralinho, por isso, quando lavo, espero que ele fique ainda mais fino porque a sujeira e o óleo saem. Meu cabelo ficou exatamente como eu esperava, limpíssimo, extremamente macio.

    Porém, ficou com um pouco de frizz. Isso pode ou não ser causado pelo fato de eu ter usado todos os produtos de uma só vez - respeitando as etapas e o tempo que eles deveriam ficar nos cabelos.

    ☆ - 4 de 5

    Nany out!



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    terça-feira, 1 de setembro de 2015

    Dia do pitaco - Glorificando a obesidade


    Olá corações!

    Hoje é dia de rant (Não sabe o que é isso? Leia meu post sobre liberdade de expressão)! E como todo bom dia de pitaco, vou tascar minha opinião fria e crua sobre algum assunto mais polêmico que mamilos.

    Eu evitei falar desse assunto em especial aqui no blog, mas vi que não tem jeito. Hoje, mais cedo, lá estava eu, Youtubando como sempre. Dessa vez, estive dando umas olhadas em vídeos de sessão de fotos para modelos plus-size, aprendendo algumas dicas de vestuário. cabelo e até cheguei a assistir uma etapa de concurso de beleza. (Lindo por sinal. Se quiserem ver também, está aqui.).

    O Doctor também não vê nenhum sentido no
    que essas pessoas pensam
    Bom, continuando... Me deparei com uma opinião de uma garota - acho desnecessário dizer que ela, não é gorda - falando mal de modelos como a Tess Holliday e dizendo que elas glorificam a obesidade. Eu comecei a rir feito louca, por que né? 

    Chega dar dó de uma pessoa que passa o tempo dela pra gravar um vídeo, horas e horas pra upar... Só pra defecar pela boca. As pessoas realmente acreditam nesse discursinho de segunda classe que modelo plus size existe para influenciar as pessoas a serem gordas.

    E eu acho isso bastante engraçado. Apesar de ser a existência das modelos - e aparentemente de qualquer pessoa gorda - que influenciam as pessoas a serem gordas, nós vivemos numa sociedade que nos manda emagrecer constantemente, mas só nos vende comida de baixa qualidade. Mesmo os legumes e verduras encontrados nos mercados, são cheios de substâncias nocivas, algumas cancerígenas. Apesar da necessidade louca que a sociedade tem de nos fazer emagrecer, criando novas técnicas, dietas, cirurgias, medicamentos, cremes para diminuir a barriga, coisas para disfarçar a silhueta e todo esse samba, nenhum hospital trata obesidade gratuitamente, nem as doenças relacionadas com ela.

    Os médicos tem um comportamento asqueroso diante de gente gorda, como se eles fossem uma doença, ao invés de ter uma. (E a maioria é gordo também, só pra constar.) A maior parte das cidades não tem ginásio de esportes para pessoas acima de 18 e menores de 65 anos e quando tem, é pago e é caro. Num país onde o salário mínimo é 700 reais, quem tem 150, 200 reais para pagar numa academia? Eu não tenho. Claro que eu posso meramente correr na praia, mas esse é o único exercício que é bom para o corpo? E o que dizer de pessoas gordas que fazem exercícios regulares e até comem certinho, mas engordam mesmo assim?

    Eu gosto de quando as pessoas dizem que eu não posso ser gorda porque isso vai me matar. Afinal, todos nós imediatamente, paramos de fazer coisas que tem potencial para nos matar. Ninguém mais usa celular porque uma pesquisa antiga disse que causa câncer. Pais não vacinam mais os filhos porque vacina causa autismo. Ninguém mais anda de carro porque carros se acidentam o tempo todo e geralmente é fatal. Ninguém mais sai de casa quando chove porque pode molhar o pé numa enchente e morrer de leptospirose. Opa... O que? Ninguém deixou de fazer essas coisas porque são potencialmente perigosas? Mas eu tenho que deixar de ser gorda, né? Adoooooooro.

    E eu não estou nem dizendo que as doenças da obesidade não são reais. Elas são! Pressão alta, colesterol ruim, problemas nas articulações. Tudo isso é bem real. Mas você pode me garantir, com 100% de certeza que não ser gorda vai me impedir de ter essas doenças? Não, você não pode. Eu descendo de uma família com diversos problemas de saúde, esse é o caso de quase todos os brasileiros. Somos uma sociedade criada a feijoada no sábado e churrasco no domingo, garrafas de Coca-cola de 3 litros, brigadeiro, salgadinho. Pão toda manhã. Fast food em toda parte. Carboidratos sem fim. Tudo fica melhor com um pouco de queijo ou uma colherada de Nutella.

    Num contexto onde emagrecer é uma regra, mas o caminho para se chegar lá é opcional e dificultado... Será que não estamos lidando com um caso de bate-e-assopra? A quem interessa manter os cidadãos comendo coisas que não são saudáveis, mesmo fazendo tanta propaganda do mal que a obesidade causa?

    A indústria do bem estar não está aqui para te fazer sentir bem em momento nenhum. Está aqui para se aproveitar da visão negativa que você tem de você mesmo para enriquecer e enquanto pessoas, como essa jovem que eu vi no Youtube, continuarem cutucando modelos plus-size achando que elas são a fonte de problema, a indústria continuará tendo lucros absurdos. Só nos EUA, as previsões dizem que o faturamento é na casa dos trilhões. Se a sua vontade é emagrecer, eu te dou todo o apoio do fundo do meu coração. Faça seu melhor. Só não faça porque a sociedade acha legal. Daqui há 20 anos, o que a sociedade acha legal vai mudar. Sempre muda.

    Nany out!




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    Inspira e pira - Site de ruídos da natureza




    Olá corações!

    Eu, como uma pessoa que vivo de escrever - seja para ganhar umas dilmas ou não - sempre busco inspiração em coisas completamente aleatórias. Às vezes, fuçar no Google-kun* durante algum tempo, familiarizando-me com o tipo de ambiente que eu quero para os meus personagens é uma ótima maneira de atingir o meu propósito. Porém, uma ótima forma que eu encontrei para fazê-lo, é ouvindo música.

    Tanto música que seja fiel àquela realidade, como música inespecífica, relaxante. Até mesmo o som da chuva pode se tornar um grande aliado na busca de criar todo um universo. Por que eu estou falando sobre isso? Porque eu vim indicar um belo site para vocês.

    Praticamente, todos já ouviram falar no 'Rainymood', que deve ter sido um dos pioneiros - para não dizer O - em transmitir sons da natureza fora do Youtube. Como tudo na internet tende a ser copiado - melhorado e piorado - vários sites parecidos foram criados com suas próprias particularidades.

    1. My noise 

    Algumas características:

    • Tem vários tipos de sons para serem ouvidos.
    • Você pode adequar os medidores especificamente de acordo com sua audição.
    • Possui uma área de assinantes, onde você pode ouvir geradores sonoros diferenciados, mais complexos.

    Algumas características:
    • Similar ao Rainymood, exceto pelo fato de haverem mais opções.
    • Você pode adquirir CDs com os sons. 
    • Além dos sons para relaxar, você também pode encontrar sons livres para serem usados em seus trabalhos de marketing, vídeos e outros, de forma gratuita e em dois formatos, .mp3 e .wav.
    Claro, se tudo isso é demais... Você sempre pode procurar no bom e velho Youtube por listas com qualidade sonora, grandes o suficientes para embalar seu sono durante toda a noite. 

    Nany out!


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    Quem sou eu

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    Elaine Seskiene, é nascida em São Vicente, no estado de São Paulo, no dia 19 de Setembro de 1987. Começou a escrever cedo. Aliás, tão cedo que se alguém se atrever a perguntar para seus colegas de classe, eles vão dizer que com frequência, ela preferia escrever poemas do que fazer as lições de matemática e outros cálculos. Recentemente, passou a se aventurar no mundo da moda. É uma das metades de Domnall September.

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