Olá corações!
Hoje é dia de rant (Não sabe o que é isso? Leia meu post sobre liberdade de expressão)! E como todo bom dia de pitaco, vou tascar minha opinião fria e crua sobre algum assunto mais polêmico que mamilos.
Eu evitei falar desse assunto em especial aqui no blog, mas vi que não tem jeito. Hoje, mais cedo, lá estava eu, Youtubando como sempre. Dessa vez, estive dando umas olhadas em vídeos de sessão de fotos para modelos plus-size, aprendendo algumas dicas de vestuário. cabelo e até cheguei a assistir uma etapa de concurso de beleza. (Lindo por sinal. Se quiserem ver também, está aqui.).
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| O Doctor também não vê nenhum sentido no que essas pessoas pensam |
Bom, continuando... Me deparei com uma opinião de uma garota - acho desnecessário dizer que ela, não é gorda - falando mal de modelos como a Tess Holliday e dizendo que elas glorificam a obesidade. Eu comecei a rir feito louca, por que né?
Chega dar dó de uma pessoa que passa o tempo dela pra gravar um vídeo, horas e horas pra upar... Só pra defecar pela boca. As pessoas realmente acreditam nesse discursinho de segunda classe que modelo plus size existe para influenciar as pessoas a serem gordas.
Os médicos tem um comportamento asqueroso diante de gente gorda, como se eles fossem uma doença, ao invés de ter uma. (E a maioria é gordo também, só pra constar.) A maior parte das cidades não tem ginásio de esportes para pessoas acima de 18 e menores de 65 anos e quando tem, é pago e é caro. Num país onde o salário mínimo é 700 reais, quem tem 150, 200 reais para pagar numa academia? Eu não tenho. Claro que eu posso meramente correr na praia, mas esse é o único exercício que é bom para o corpo? E o que dizer de pessoas gordas que fazem exercícios regulares e até comem certinho, mas engordam mesmo assim?
Eu gosto de quando as pessoas dizem que eu não posso ser gorda porque isso vai me matar. Afinal, todos nós imediatamente, paramos de fazer coisas que tem potencial para nos matar. Ninguém mais usa celular porque uma pesquisa antiga disse que causa câncer. Pais não vacinam mais os filhos porque vacina causa autismo. Ninguém mais anda de carro porque carros se acidentam o tempo todo e geralmente é fatal. Ninguém mais sai de casa quando chove porque pode molhar o pé numa enchente e morrer de leptospirose. Opa... O que? Ninguém deixou de fazer essas coisas porque são potencialmente perigosas? Mas eu tenho que deixar de ser gorda, né? Adoooooooro.
E eu não estou nem dizendo que as doenças da obesidade não são reais. Elas são! Pressão alta, colesterol ruim, problemas nas articulações. Tudo isso é bem real. Mas você pode me garantir, com 100% de certeza que não ser gorda vai me impedir de ter essas doenças? Não, você não pode. Eu descendo de uma família com diversos problemas de saúde, esse é o caso de quase todos os brasileiros. Somos uma sociedade criada a feijoada no sábado e churrasco no domingo, garrafas de Coca-cola de 3 litros, brigadeiro, salgadinho. Pão toda manhã. Fast food em toda parte. Carboidratos sem fim. Tudo fica melhor com um pouco de queijo ou uma colherada de Nutella.
Num contexto onde emagrecer é uma regra, mas o caminho para se chegar lá é opcional e dificultado... Será que não estamos lidando com um caso de bate-e-assopra? A quem interessa manter os cidadãos comendo coisas que não são saudáveis, mesmo fazendo tanta propaganda do mal que a obesidade causa?
A indústria do bem estar não está aqui para te fazer sentir bem em momento nenhum. Está aqui para se aproveitar da visão negativa que você tem de você mesmo para enriquecer e enquanto pessoas, como essa jovem que eu vi no Youtube, continuarem cutucando modelos plus-size achando que elas são a fonte de problema, a indústria continuará tendo lucros absurdos. Só nos EUA, as previsões dizem que o faturamento é na casa dos trilhões. Se a sua vontade é emagrecer, eu te dou todo o apoio do fundo do meu coração. Faça seu melhor. Só não faça porque a sociedade acha legal. Daqui há 20 anos, o que a sociedade acha legal vai mudar. Sempre muda.
Nany out!



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