Olá corações, adivinha que dia é hoje?
SIIIIIM! Dia da pitacada!
Como vocês já devem saber eu tenho a língua solta - e os dedos também - por isso, cá estou.
Recentemente, eu reparei que estamos passando por uma mania muito séria no Brasil. As pessoas acham que negando a existência de certas coisas, pessoas ou ideologias elas vão desaparecer.
Um bom exemplo atual é a aprovação do 'Estatuto da Família'. O texto da lei diz que só será reconhecido como 'família' o que se originar da união entre homens e mulheres.
É um caso clássico de negar a realidade.
Nomear como família, somente uma porcentagem x da sociedade, não fará as famílias que são formadas de forma diferente pararem de existir, nem pararem de ser criadas.
- Um irmão que cria os mais novos depois que os pais morrem É uma família, quer você ache bonito ou não.
- Uma avó que cria o neto ou neta porque a mãe abandonou É uma família, quer você queira ou não.
- Um casal de lésbicas que cria o filho de uma delas É uma família. Tal qual um casal de gays que cria o filho de um deles.
Uma lei não é o suficiente para legitimar o que deve ou não ser chamado de família, sobretudo numa sociedade cheia de nuances como a nossa. Esse é o tipo de coisa que deve ser estudado caso a caso, conhecendo todos os ângulos da questão e seus respectivos envolvidos. Criar uma lei dessas é criar um entrave jurídico que vai causar muitas dores de cabeça no futuro, levando famílias não-convencionais a entrar com processos na justiça em questões de partilhas de bens para membros de sua convivência que supostamente não podem ser considerados 'família'. Dores de cabeça que poderiam facilmente ser evitadas pela não existência da lei.
Nós temos como outro excelente exemplo o caso do ator global Stênio Garcia e sua esposa, Marilene Saade. Depois de ter suas fotos íntimas vazadas, a mulher, que também é atriz, comentou:
"É um crime bárbaro. Fomos surpreendidos por isso. Eu vou acabar com essa internet e com tudo isso. Vou mover céus e terra contra quem houver, quero criar uma lei"
A fala dela mostra o quanto alguns famosos acham-se acima na cadeia social. Famosos acham estar acima das leis e acima das ameaças que eu, você e todos os outros são obrigados a tomar cuidado todos os dias. Mas não eles. Ao invés de tomar cuidado com as peripécias que fazem, querem cobrar atitudes do Estado, querem censurar a internet, querem fazer lei. Querem punir outras pessoas por sua falta de cuidado.Não quero dizer com isso que os hackers não devam ser caçados e condenados. Invadir os arquivos privados de uma pessoa - inclusive as que não são famosas, Senhora Saade - é um crime que tem que ser levado a sério. Pessoas acabam se suicidando pela repercussão de acontecimentos desse tipo. Porém, a culpa não é da internet. A culpa não é da existência de uma rede mundial de computadores que nos traz imensos benefícios como a educação a distância, a conexão social, a união de pessoas por uma causa nobre, sem que elas sequer tenham se visto ao vivo. O comércio virtual é um excelente marco até hoje e estou bem certa que parte da renda dela e de seu marido, se origina de pessoas que compram os DVDs de suas novelas, filmes e séries justamente pela internet.
Censurar a internet não vai fazer pessoas que querem ver famosos pelados pararem de existir. Eles continuarão existindo e continuarão dando seu jeito de ver e compartilhar. Negar a realidade de que existem pessoas com habilidade o bastante para invadir seu celular porque você é um ator ou atriz famoso é tão inteligente quanto sair de biquíni na Sibéria, durante o pleno inverno e achar que não sentirá frio. Simplesmente não acontece.
Não leve opiniões para a sua vida como se fossem fatos, porém não descarte fatos como se fossem opiniões. Ambos são prejudiciais, ambos te darão uma baita dor de cabeça.
Nany out!
Bonus:
Quando fui buscar pela frase de dona Marilene no Google, isso aqui foi o que recebi de pesquisas relacionadas:
Stênio provando procês que está vivin da Silva. Tão vivo que tira nudes, ok?




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